Política


Ministro do STF arquiva inquéritos contra Collor e Lindbergh na Lava Jato

Fachin atendeu pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 




O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou nesta sexta-feira (17) o arquivamento do inquérito no qual o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) é investigado pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. Fachin também arquivou um dos inquéritos abertos na Lava Jato para investigar o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL). O ministro atendeu ao pedido do procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot.

De acordo com a PGR, não foi possível encontrar provas contra o senador que justifiquem o encaminhamento de uma denúncia ao STF. No pedido, a procuradoria seguiu o mesmo entendimento da Polícia Federal, que, em novembro do ano passado, também pediu o arquivamento da investigação.

“Os resultados das diligências realizadas, conquanto não infirmem as mencionadas declarações, não foram capazes de reforçá-las, persistindo até mesmo dúvidas em relação a circunstâncias essenciais dos fatos aqui versados, tais como o local da primeira reunião entre o investigado e o ex-diretor da petrolífera e a suposta pessoa que teria repassado os R$ 2 milhões”, justificou a PGR.

A investigação contra o senador foi aberta no Supremo em março de 2015, a pedido da PGR. Na ocasião, a procuradoria afirmou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse ter recebido, em 2010, a visita de Lindbergh pedindo R$ 2 milhões para sua campanha ao Senado.

Collor 

No inquérito arquivado por Fachin, aberto em maio do ano passado, Collor era investigado por corrupção passiva por fatos narrados na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que apontam que Collor teria cobrado propina nas negociações de um dos prédios da BR Distribuidora em Salvador. 

Apesar do arquivamento, Collor ainda responde a cinco inquéritos no STF por suposto envolvimento com crimes investigados na Lava Jato. Ele já foi denunciado pela PGR, junto com a mulher e outras pessoas.