Política

MPF denuncia ex-diretor da Petrobras por suspeita de corrupção

Ação aponta que ele recebeu propina de US$ 3,3 milhões por aditivo de contrato.  



José Cruz/ Agência Brasil
José Cruz/ Agência Brasil
Zelada foi preso em julho de 2015, na 15ª Fase da Lava Jato, a chamada Operação Mônaco

O Ministério Público Federal denunciou o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada à Justiça por suspeita de corrupção no contrato de construção da plataforma P-50. Além dele, foram denunciados Julio Faerman e Luís Eduardo Campos Barbosa da Silva, representantes da empresa holandesa SBM.

Segundo a Procuradoria da República no Rio de Janeiro, Zelada, à época gerente-geral de Implantação de Empreendimentos para Exploração e Produção da Petrobras, acrescentou, em 2006, aditivo de contrato no valor de US$ 67,5 milhões (R$ 226 milhões no câmbio atual), em favor do estaleiro Jurong.

De acordo com o MPF, em troca, Zelada recebeu US$ 3,3 milhões (R$ 11 milhões no câmbio de hoje) em uma conta na Suíça. Zelada é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Os dois crimes juntos preveem pena de cinco a 22 anos de prisão. Já Faerman e Barbosa da Silva são acusados de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Zelada foi preso em julho de 2015, durante a 15ª Fase da Operação Lava Jato, na chamada Operação Mônaco.