Política

Apagão em Campina teria ocorrido por falta de manutenção da rede

Ministro de Minas e Energia havia descartado o risco de falta de energia na região. 



Agência Brasil
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O presidente do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (STIUPB), Wilton Maia Velez, denunciou nesta segunda-feira (14) que o apagão registrado em várias cidades da Paraíba, incluindo Campina Grande, aconteceu devido a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) ter reduzido os investimentos em manutenção desde 2015, de acordo com dados da Demonstração Financeiros de 2014/2015 da empresa.

Pelo Balanço da Chesf, Wilton Maia descobriu que em 2014, foram investidos R$ 99 milhões em manutenção de níveis de continuidade, enquanto em 2015, esse montante caiu para R$ 61,8 milhões. Conforme o sindicalista, o sistema que atende a região é interligada com os Estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco. “E não havendo essa manutenção preventiva, a tendência é que esses apagões ocorram com frequência”, destacou Wilton. 

Em passagem pela Paraíba, no último dia 3 de novembro, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, assegurou que o estado não iria sofrer apagões nos próximos meses por causa da seca, mas admitiu a redução dos investimentos devido ao contingenciamento federal. Das das 115 obras da Chesf, companhia que abastece os estados do Nordeste, apenas 11 continuam sendo sendo executadas, devido a falta de recursos federais para o setor elétrico, segundo o ministro. 

O apagão desta segunda-feira (14), segundo informações da Chesf, houve um curto no barramento principal, o que provocou a falta de energia. Em agosto deste ano, um apagão deixou parte do Agreste e Sertão da Paraíba deixou 468 mil clientes sem luz