Política

Manifestantes são impedidos de entrar na galeria da Câmara de Campina Grande

Ocupação aconteceu antes de sessão em homenagem ao desembargadores.



Antes do início da sessão que entregou título de cidadão campinense ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque e aos desembargadores José Aurélio da Cruz e Fátima Bezerra Cavalcanti, na manhã desta sexta-feira, a Câmara Municipal de Campina Grande foi ocupada por estudantes e representantes de movimentos sociais. Por volta das 9h30, o grupo tentou entrar nas galerias do plenário do legislativo, mas foram impedidos por seguranças e servidores que fecharam as portas. Uma funcionária está acusando o professor David Lobão, ex-candidato a prefeito de Campina Grande de agredi-la durante o tumulto.

A secretária de Apoio Parlamentar, Jailma Ordonho disse que irá entrar com uma ação contra o professor. “Tenho vídeo que mostra ele me agredindo, embora não tenha deixado marcas. Já me comuniquei com o presidente da Câmara, vereador Antonio Pimentel Filho, que colocou a Procuradoria da Casa à disposição. Não entendo a razão dos manifestantes agirem daquela forma. No dia anterior tivemos uma audiência com todos e na sessão de hoje não cabia aquele tipo de ação. Na minha opinião isso é anarquia”, disse.

Em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, David Lobão disse que o grupo se dirigiu à Câmara porque soube que o senador José Maranhão estaria na Casa e por isso foram até lá. "Não agredi ninguém, jamais faria isso.
Admito que houve um empurra-empurra de todos os lados no momento do confronto porque fomos impedidos de entrar em um local ao qual tínhamos direito", disse.

De acordo com assessoria da Casa de Félix Araújo, a ocupação demorou cerca de 40 minutos e a Polícia Militar demorou a chegar ao local. Por causa do tumulto, a sessão de homenagem aos desembargadores só terminou no início da tarde.

De lá, os manifestantes que já tinham caminhado nas ruas centrais em protesto contra a PEC 55, a reforma do Ensino Médio e a flexibilização da CLT, se dirigiram em passeata até a Escola Estadual da Prata, onde o grupo do Ocupa Escola está desde quinta-feira (10).