Política

Cláudia Cruz visita Eduardo Cunha na carceragem da PF em Curitiba

Ela também é ré por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.



A jornalista Cláudia Cruz, esposa do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), visitou o marido preso nesta manhã de sexta-feira (21) na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Cláudia Cruz estava acompanhada de um advogado e chegou discreta vestindo uma roupa preta e usando óculos escuros. Cunha foi preso pela Operação Lava Jato na quarta-feira (19), em Brasília.

A visita foi uma concessão da PF. Em geral, as visitas na carceragem da Polícia Federal ocorrem às quartas-feiras, mas, segundo a PF, como o Cunha foi preso na quarta-feira e não pode receber ninguém, a polícia autorizou que a mulher o visse nesta quinta.

A prisão de Cunha foi determinada pelo juiz Sérgio Moro, que justificou a prisão dizendo que Cunha continuou a tentar obstruir a investigação da Lava Jato mesmo depois de perder o mandato de deputado federal. Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

Assim como Eduardo Cunha, Cláudia Cruz é ré em processo da Operação Lava Jato. De acordo com as investigações, ela foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cláudia tinha plena consciência dos crimes que praticava e é a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, por meio da qual pagou despesas de cartão de crédito no exterior em um montante superior a US$ 1 milhão em um prazo de sete anos, entre 2008 e 2014.

As investigações apontam que o valor é totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito de seu marido.