Política

Buba Germano não abre mão do mandato por Raoni Mendes

 Vereador espera aceno do governo para continuar na Assembleia. 



Com o paletó pronto para retornar à  Assembleia Legislativa da Paraíba no próximo dia 28, o deputado licenciado Buba Germano (PSB) disse que não pretende abrir mão do seu mandato para contemplar novamente o aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB), o vereador Raoni Mendes (DEM). “Todos sabem que eu cumpri uma licença, inclusive estou retornando exatamente porque fiz a minha parte”, desabafou.

Buba disse que, apesar da sua opinião em contrário, a manutenção de Raoni Mendes na assembleia é um assunto que deve ser debatido entre as lideranças. Segundo ele, convite para que ele assuma uma secretaria para abrir a cadeira ao suplente não foi tratado pelo governador Ricardo Coutinho com a bancada socialista. “Não posso me responsabilizar por especulações de que alguns segmentos fazem”, afirmou.

Apesar do 'balde de água fria' nas pretensões de Mendes, o suplente está confiante em se manter na Casa por mais um período. “Confio no grupo político que estou. Trabalho para permanecer na Assembleia Legislativa”, revelou o vereador. 

Além de Buba Germano, as únicas opções para que Raoni Mendes continue na Casa seriam com o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), que entrega a Mesa Diretora apenas em fevereiro do próximo ano para Gervásio Maia (PSB), ou ainda os deputados Jeová Campos (PSB) e Estela Bezerra (PSB).

Na manhã desta quarta-feira (19), o deputado Gervásio Maia, que não faz parte do arco de opções porque foi eleito pelo PMDB, confirmou que há uma articulação para manter Raoni Mendes na Casa. Uma das opções seria o aproveitamento de Galdino em um cargo no Governo do Estado. “Ele é um quadro muito importante para nós da bancada do governo e estamos conversado sobre essa situação”, disse.

Segundo suplente da coligação, Raoni Mendes ocupa uma cadeira no legisaltivo estadual desde julho deste ano, após uma engenharia política do governador Ricardo, que fez uma reforma administativa para contemplar o aliado político. O socialista nomeou Ricardo Barbosa (PSB) para a Secretaria de Governo, com sede em Brasília, e Lindolfo Pires (Pros) para a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Social.