Política

Oito equipes disputam a 2ª edição do "Hackfest Contra a Corrupção"

Evento é promovido pelo MPPB em parceria com a UFPB e demais entidades. 



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‘Hackfest Contra a Corrupção’ teve início nesta sábado (8) na UFPB

Desde as primeiras horas da manhã deste sábado (8), os cerca 60 estudantes (divididos em oito equipes) que participam da segunda edição ‘Hackfest Contra a Corrupção’ deram início ao trabalho de criação dos aplicativos que vão ajudar a população a acompanhar os gastos públicos e o comportamento dos políticos e gestores públicos. A competição segue por todo o dia deste domingo (9) e, à noite, no encerramento do evento, serão conhecidos os vencedores.

O ‘Hackfest Contra a Corrupção’, iniciado na sexta-feira (7), está sendo realizado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do seu Núcleo de Gestão do Conhecimento, em parceria com o Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba e o Laboratório de Transparência Pública (LabTransp) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB, a Controladoria Geral da União (CGU), a Controladoria Geral do Município de João Pessoa e com o apoio da Associação Paraibana do Ministério Público (APMP).

Os cerca de 60 estudantes participantes são dos Cursos de Ciência da Computação (ou áreas afins), Direito, Ciências Contábeis e Gestão Pública da UFPB. Durante o evento, eles participam de uma competição em que o principal objetivo é o desenvolvimento de aplicativos contra o mau uso do dinheiro público. No sábado (8) e domingo (9), no horário das 9h às 22h, a competição acontece no Laboratório de Inclusão Digital do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da UFPB. 

São oito equipes na competição: Por que parou?, MasterChef, Obra na palma da mão, Tá estourado!, Laranjal, Plantão médico, Na veia! e “Entucado”. Até o final da competição, com o desenvolvimento dos dos trabalhos de criação dos aplicativos, esses nomes das equipes estão sujeitos a alterações, e suas propostas também podem sofrer modificações ou tomarem outros rumos.

As equipes e suas propostas:

# Por que parou? – Estão recolhendo dados referentes a obras públicas – federais, estaduais e municipais – em andamento no estado da Paraíba, observando os valores das licitações, o que está sendo feito, comparando os valores existentes no mercado, mostrando o que parou ou que está lento;

# MasterChef – Criação de um game em que os estudantes das redes públicas de ensino do estado e dos municípios poderão diariamente fotografar o cardápio da merenda apresentado pela escola e depois fotografar o prato da merenda no momento de consumi-la. A proposta é fazer a comparação e constatar ou não se o que os alunos estão comendo é o mesmo que a escola diz oferecer;

# Obra na palma da mão – Esta equipe tem a proposta de fazer um levantamento dos valores gastos em obras públicas nas áreas da saúde e da infraestrutura, comparando se esses valores estão de acordo com o mercado;

# Tá estourado! – Estão colhendo dados acerca do patrimônio pessoal dos gestores públicos (governador, prefeitos, vereadores, deputados, senadores etc.) antes e depois de assumirem o poder, informando à população para que acompanhe e faça uma comparação, observando a evolução ou não desse patrimônio;

# Laranjal – Identificar nas licitações públicas dos municípios paraibanos, de qualquer natureza, as empresas participantes e seus proprietários, permitindo, com o cruzamento de dados, identificar os indícios de uso de empresas ou pessoas como laranjas, com o objetivo de fraudar ou superfaturar essas licitações;

# Plantão médico – Colher dados acerca dos valores pagos e recebidos pelos médicos que realizam atendimento e plantões nos municípios e no governo do estado, se estão sendo cumpridos e se os valores estão dentro da realidade;

# Na veia! – Observar as empresas que mais vencem licitações públicas, de qualquer natureza, nos 223 municípios paraibanos, identificando as suas contratações pelos gestores assim que assumem os cargos públicos; 

# “Entucado” – Verificar em toda a rede pública de ensino do estado e dos municípios da Paraíba o que os diretores de escolas anunciam que foi adquirido e o que realmente existe em sua unidade educacional, como computadores, material esportivo, móveis etc. Ou seja: a escola tem o que foi anunciado ou gasto para ter?