Política

São José de Espinharas: vice não assume temendo se tornar inelegível

Paulo Medeiros teme assumir prefeitura e não poder concorrer à reeleição.  



A Operação Veiculação, que afastou três prefeitos, no Sertão da Paraíba, provocou um impasse jurídico em São José de Espinharas. Com o chefe do Executivo, Renê Trigueiro Caroca (PSDB), na prisão desde o início da manhã desta sexta-feira (9) , o vice-prefeito Paulo Medeiros (PT do B), mais conhecido como Paulo Machante, foi convocado pela Câmara para assumir a prefeitura no final da tarde.

Paulo, no entanto, não assumiu o cargo de imediato e resolver fazer uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral. Ele rompeu politicamente com Renê Caroca e integra a chapa da oposição, como candidato a vice-prefeito. O candidato a prefeito é Antonio Gomes Neto (PSB).

“Meu pai vai esperar até segunda-feira por uma resposta a uma consulta ao TRE. Se ele tomar posse com prefeito e não puder manter a candidatura a vice, ele não vai assumir a prefeitura”, explicou Renan Medeiros, filho de Paulo Marchante.

Emas

Na cidade de Emas, a vice-prefeita Ana Alves Loureiro (PEN) assumiu a prefeitura no início da desta sexta-feira (10) em virtude do afastamento de prisão do prefeito José William Segundo Madruga (45). Ela é candidata à reeleição na chapa de Segundo Madruga. Em Patos, o vice-prefeito Lenildo Morais (PT) assumiu a Chefia do Poder Executivo, após o afastamento da prefeita Francisca Motta (PMDB).  

Os prefeitos afastados são acusados de participação em um suposto esquema de irregularidades em licitações e contratos públicos, em especial ao direcionamento de procedimentos licitatórios e superfaturamento de contratos, em razão de serviços de locação de veículos.

Força-tarefa

Ao todo, a força-tarefa composta por Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriu mandados de busca e apreensão, prisão e afastamentos de funções públicas dos envolvidos. Todos os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). As fraudes envolvem mais de R$ 11 milhões em recursos aplicados em ações dos Programas de Transporte Escolar (PNATE), Fundeb, Pró-Jovem Trabalhador e Bloco de Média e Alta Complexidade (Saúde).