Política

Manifestantes vão às ruas pedir o impeachment da presidente Dilma

 Atos contra a gestão petista foram realizados na tarde deste domingo (13) simultaneamente em João Pessoa, Campina Grande e Patos



Manifestantes se reuniram na tarde deste domingo (13) em três cidades paraibanas para pedir o impeachment da presidente Dilma (PT). Os atos foram realizados em João Pessoa, no Busto de Tamandaré, na praia de Cabo Branco; em Campina Grande, na Praça da Bandeira, Centro; e em Patos, na Praça Edvaldo Motta, Centro. Na mobilização, além do fim do governo petista, também houve manifestações de apoio ao trabalho do juiz Sérgio Moro na condução das investigações da Operação Lava Jato, em defesa do nome do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como uma terceira via para a Presidência da República e ainda a sugestão de intervenção militar.  

Na capital, os protestos começaram às 15h e terminou por volta das 19h, após uma caminhada em direção ao Largo da Gameleira, em Tambaú. A estimativa dos organizadores é de que 20 mil passaram pelo evento. Já os cálculos da Polícia Militar é de duas mil pessoas. 

Para evitar incidentes, a Polícia Militar mobilizou um efetivo de 350 policiais. Segundo o tenente coronel Lamarck, o policiamento ostensivo foi realizado ainda através de videomonitoramento, com o auxílio também do helicóptero Acauã e de um drone. 

Durante o percurso, os manifestantes declamaram o hino nacional e gritaram palavras de ordem contra a gestão petista. Em marcha eles carregaram cartazes defendendo a prisão do ex-presidente Lula, acusado de corrupção, pediam o impeachment de Dilma. Uma das faixas trazia as fotos dos políticos que são aliados dos petistas, como o governador Ricardo Coutinho (PSB), os deputados federais Damião Feliciano (PDT) e Luiz Couto (PT). 

O protesto foi organizado nas redes sociais por vários movimentos, como o Vem pra Rua, Movimento Brasil Livre e Impeachment Paraíba, mas diversas lideranças partidárias que fazem oposição à PT na esfera nacional, como PSDB, PPS, DEM, SD e PSB estiveram presentes na manifestação. Dentre eles, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), os deputados federal Efraim Filho (DEM) e Benjamin Maranhão (SD), além do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) e dos vereadores Lucas de Britto (DEM), Raoni Mendes (DEM) e Bruno Farias (PPS). 

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB) também esteve nos atos da capital, com duas tendas armadas no Busto de Tamandaré. O presidente da OAB, Paulo Maia, que o proposito é apoio o livre exercício da democracia. 

 
Manifestação contra políticos 
Durante o protesto, os manifestantes declamaram o hino nacional e gritaram palavras de ordem contra a gestão petista. Em marcha eles carregaram cartazes defendendo a prisão do ex-presidente Lula, acusado de corrupção, pediam o impeachment de Dilma. Um boneco 'Pixuleco', retratando Lula como presidiário, foi colocado em um dos trios elétricos. Em uma das faixas penduradas em um dos trios trazia as fotos dos políticos que são aliados dos petistas, como o governador Ricardo Coutinho (PSB), os deputados federais Damião Feliciano (PDT), Aguinaldo Ribeiro (PP) e Luiz Couto (PT). 
 
Líder dos tucanos no Senado, Cássio Cunha Lima defendeu que o caminho mais viável para o Brasil seria a cassação da presidente Dilma no Tribunal Superior Eleitoral, mas não descarta o impeachment como uma saída. “A constatação que se faz é que o Brasil acabou. Fizemos uma manifestação histórica como nunca se viu na história. O processo de impeachment serpa instaurado na próxima semana, mas continua acreditando que o melhor caminho é a cassação de Dilma”, afirmou. 
 
 
Intervenção militar 
No busto de Tamandaré, um grupo de cerca de 10 pessoas, exibiram três faixas e cartazes em defesa da intervenção do Exército Brasileiro como solução para a crise instalada na gestão petista. Com faixas “forças armadas, o orgulho do Brasil”, o engenheiro eletricista, Plínio Peixoto, foi um dos que se manifestou favorável à intervenção militar. “O impeachment não se resolve sozinho, ainda iria deixar todo o resto lá. A solução é que o Exercito invadisse tudo. Não significa uma ditadura, mas que ela faria uma limpeza, reorganizar para realizar novas eleições para tudo. O Exército já tem todos os argumentos na Constituição”, afirmou.