Política

Governo da PB avisa que o Hospital de Mamanguape vai ser o primeiro a passar para a PB Saúde

Criação da Fundação foi aprovada pela ALPB e até agosto deve estar gerindo as seis primeiras unidades hospitalares.




Hospital de Mamanguape vai ser o primeiro a ser gerido pela PB Saúde

Com a aprovação da criação da PB Saúde por parte da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o Governo da Paraíba emitiu nota no final da noite de quarta-feira (12) informando que o Hospital Geral de Mamanguape será o primeiro do estado a ser incorporado ao novo modelo de gestão.

A PB Saúde vai ser uma fundação que terá como objetivo gerir todas as unidades hospitalares estaduais. Ela foi criada a partir de Projeto de Lei Complementar (PLC) cujo texto final, com sanção governamental, deve ser publicado nos próximos dias. E deve começar a funcionar em no máximo dois meses.

De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, essa é uma articulação que já vinha sendo feita há algum tempo. Ele explicou ainda que uma fundação do tipo não é nenhuma novidade e que alguns estados brasileiros já utilizam o modelo de gestão com êxito.

“Cerca de 86% da população necessita de atendimento exclusivo do SUS. Esse novo modelo gerencial permitirá que essas pessoas sejam melhor atendidas”, afirma.

Geraldo Medeiros informou ainda que, depois do Hospital Geral de Mamanguape, as outras unidades hospitalares serão incorporadas à PB Saúde, e que para tanto o governador João Azevêdo (Cidadania) vai apresentar em breve um cronograma sobre quando cada uma das unidades vai ser incorporada.

Até agosto de 2020, serão incorporados os seguintes hospitais: Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena e Hospital Metropolitano Dom José Maira Pires, em João Pessoa; Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro e Maternidade Peregrino Filho, em Patos; e o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande.

Operação Calvário

Os contratos do governo da Paraíba com Organizações Sociais para gerir unidades hospitalares paraibanas são o ponto central de uma série de investigações, que acabou desencadeando a deflagração da Operação Calvário na Paraíba.

Segundo investigações do Ministério Público da Paraíba, através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), no período de 2011 a 2019, somente em favor das OSs contratadas para gerir os serviços essenciais da Saúde, o Governo da Paraíba empenhou mais de dois bilhões de reais, sendo que destes, ao menos 70 milhões de reais teriam sido desviados para o pagamento de propina aos integrantes da Organização Criminosa.


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