Política

Equipes de Temer e Bolsonaro iniciam transição em Brasília nesta segunda

Primeiro contato será feito entre o deputado Onyx Lorenzoni e Eliseu Padilha.




Bolsonaro vai acompanhar os trabalhos de casa, onde terá reuniões com líderes de outro países. Foto: Fernando Frazão/ABr

Nomeado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como ministro extraordinário e responsável por coordenar a equipe de trânsito do futuro governo, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) inicia nesta segunda-feira (5) os trabalhos junto à equipe de transição do presidente Michel Temer (MDB). Ele se reúne ainda pela manhã com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Com essa agenda, ficam oficialmente abertas as atividades das equipes, que vão trabalhar em um espaço reservado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, onde a segurança foi reforçada.

Os nomes que vão compor o grupo de transição ainda serão publicados no Diário Oficial da União. A expectativa é de que isso ocorra até esta terça-feira (6), mesmo dia em que Bolsonaro, segundo confirmaram assessores, desembarca na capital, pela primeira vez depois de eleito. A chegada a Brasília está prevista para as primeiras horas da manhã.

Nas redes sociais, Jair Bolsonaro postou nesta segunda-feira que, ao longo da semana, sua equipe terá o primeiro acesso aos números e informações de governo. “Esta semana damos mais um grande passo, com o início do funcionamento do grupo de transição de governo, absorvendo informações para a restruturação do Brasil”, destacou.

Reuniões

Nesta segunda-feira, o presidente eleito deve permanecer em casa, na Barra da Tijuca, no Rio. A previsão, segundo assessores, é de que ele receba, de manhã, o embaixador da China, Li Jinzhang, quando deverá manifestar o interesse do novo governo em manter negócios com o país. Bolsonaro já havia declarado que não pretende fazer distinção ideológica em relação a comércio.

Em seguida, está prevista um encontro com o embaixador da Itália, Antonio Bernardini. O presidente eleito, que é descendente de italianos, já garantiu que, assumindo o governo, irá extraditar Cesare Battisti para o seu país de origem. O ativista político italiano, acusado de terrorismo, está asilado no Brasil desde que o benefício foi concedido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva.


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