Política

Defensores do #foraDilma voltam às ruas na capital

Organização do movimento deste domingo cobra, além do impeachment de Dilma, punição para casos de corrupção.




Uma nova manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) está marcada para acontecer hoje, às 15h, no Busto de Tamandaré, entre as praias de Tambaú e Cabo Branco, em João Pessoa. Organizado por grupos que se comunicam principalmente através das redes sociais, o protesto tinha, até sexta-feira passada, 600 pessoas confirmadas em uma página de evento no Facebook. Intitulada ‘Segundo Ato pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff’, a página descreve o evento como público e apartidário. Além de expor as pautas do movimento, os organizadores declaram na página ser contra o "comunismo" e "a favor da liberdade".

A organização do movimento deste domingo cobra, além do impeachment de Dilma, punição para casos de corrupção, pede o fim do "aparelhamento do Estado por parte de partidos políticos", bem como a investigação sobre o Foro de São Paulo.

Apesar da página do segundo protesto contar com 600 confirmações de presença, a expectativa da organização é que o evento reúna, pelo menos, o mesmo número de manifestantes que compareceram ao primeiro. Neste ponto, existe divergência entre a contagem da organização e a realizada pela Polícia Militar. Enquanto a PM informou que estiveram presentes no primeiro evento 2,5 mil pessoas, Alisson Novais, representante do Movimento Brasil Livre na Paraíba e um dos organizadores do protesto, informou que foram cinco mil manifestantes.

"No evento passado a expectativa foi superada. Esperávamos duas mil pessoas e, na realidade, o número chegou perto de cinco mil. Para esse protesto esperamos, no mínimo, manter esse número de cinco mil pessoas", explicou Alisson Novais.

Com relação a mudanças na forma de conduzir o protesto, Alisson destacou que a organização prestou atenção às críticas e promoveu algumas mudanças. "Ouvimos a população e pedimos que ela desse sua opinião do que foi feito certo e o que deu errado. Com as informações, procuramos fazer uma melhora no evento", enfatizou.

Sobre o que eles esperam  para o país, caso consigam o que querem, ele foi enfático: "Nós não acreditamos em fórmula mágica, não acreditamos que a simples saída da presidente resolva os problemas do Brasil, mas entendemos que este é um passo importante. Queremos uma nova forma de política, mas a mudança tem que ser no voto", afirmou. Novais disse ainda que o movimento é contra a reforma política proposta  pelo Congresso Nacional.

Objetivo é reeditar ato de março

O primeiro protesto deste ano a favor do impeachment de Dilma na Paraíba aconteceu no dia 15 de março, no Busto de Tamandaré. O evento reuniu, segundo estimativa da PM, cerca de 2,5 mil pessoas. A maioria atendeu ao chamado dos organizadores e compareceu usando roupas de cores verde e amarelo. Os manifestantes ficaram concentrados no local por cerca de três horas e depois saíram em caminhada pela Avenida Almirante Tamandaré.

Apesar da organização tratar o movimento como apartidário, políticos que defendem uma postura de oposição ao governo Dilma compareceram ao evento. Entre eles, estavam o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) e os deputados estaduais Camila Toscano (PSDB) e Dinaldo Filho (PSDB). Também compareceu ao evento o ex-senador Cícero Lucena (PSDB). Outro que marcou presença foi o arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto. O religioso disse que estava protestando como cidadão e que não representava a igreja na manifestação.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.