Política

Câmara Municipal de Bayeux vota contra cassação do prefeito Berg Lima

A votação durou mais de treze horas e só terminou na madrugada desta sexta-feira (24).




Por maioria, a Câmara Municipal de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa, decidiu pela não cassação do prefeito Berg Lima (PL). Ao todo dez vereadores votaram a favor da cassação e sete votaram contra. Seriam necessário 12 votos a favor para que Berg tivesse o mandato cassado. A votação durou mais de treze horas e só terminou na madrugada desta sexta-feira (24).

A maioria seguiu o parecer da relatora da denúncia na Comissão Processante, França (Pode), que opinou pela improcedência da acusação.

 

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Berg Lima era acusado de ter feito pagamentos de adicionais noturnos a guardas municipais, sem que eles, efetivamente, trabalhassem à noite. De acordo com a denúncia, também encaminhada ao Ministério Público da Paraíba, o prefeito pagou irregularmente hora extra e adicional noturno a guardas que trabalhavam no turno da manhã.

Durante o julgamento do pedido, nas redes sociais, Berg Lima compartilhou uma série de postagens de simpatizantes à sua gestão que tratam a movimentação da Câmara como um golpe contra o seu governo. Ao sair o resultado, ele fez postagem com passagem bíblica para afirmar que “o bem venceu”.

Outros pedidos

Além desse novo pedido negado, outros dois pedidos de cassação contra o prefeito ainda tramitam na Câmara Municipal.Um deles diz respeito a suposto pagamento ilegal para o recolhimento de lixo na cidade. Um outro, com quatro denúncias anexadas, foi apresentado pelo presidente do PT de Bayeux, Josivaldo Farias. Ele acusa o prefeito de fraudar contra para comprar de cones de trânsito, que só teriam sido entregues após denúncia ser protocolada na Câmara.

Além disso, Berg Lima é acusado de suposto crime de prevaricação para contratação de empresa de engenharia para elaboração de projeto viário nas principais vias do município, e em um contrato para comprar de ares-condicionados e para pagamento de viagens.

Berg Lima foi preso no dia 5 de julho de 2017, na época filiado ao Podemos, pelo crime de corrupção passiva e peculato. Ele foi filmado recebendo dinheiro de um empresário fornecedor da prefeitura. O pagamento seria para Berg liberar ao empresário um crédito referente a um contrato celebrado na gestão anterior.


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