Política

Boulos defende plebiscito para revogar reformas implantadas por Michel Temer

Pré-candidato a Presidência pelo PSOL diz que Brasil é uma Disneylândia financeira.




Guilherme Boulos ganha quadro com fotografia de Carlos Marighella durante visita à escola de formação política do MST, em Lagoa Seca

O pré-candidato à Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), disse nesta quinta-feira (5), em Campina Grande, que se for eleito vai convocar a população brasileira para um plebiscito, a fim de decidir sobre as reformas implementadas pelo governo de Michel Temer (MDB).

“A primeira proposta que nós vamos fazer, no dia primeiro de janeiro de 2019, ganhando estas eleições, vai ser chamar um plebiscito para revogar os estragos feitos pelo governo Michel Temer para que o povo possar decidir. Reforma trabalhista, cortes sociais de gastos de saúde, educação e entrega no nosso pré-sal para empresas estrangeiras. Nós vamos revogar isso junto com o povo brasileiro”, prometeu .

Segundo o socialista, “este é um ponto de partida para um projeto de desenvolvimento que volte a gerar emprego, renda e tenha investimentos público em educação, saúde, inclusive segurança, que aquilo que o povo brasileiro mais precisa e quer neste momento”.

Disneylândia financeira

Guilherme Boulos disse que a plataforma de sua campanha é socialista e de enfrentamento à desigualdade social. Para ele, o Brasil é um Robin Hood às avessas, pois tira dinheiro dos pobres para dar aos ricos. Diante disto, ele defende que os ricos paguem mais impostos do que os pobres e diz que a classe média é vítima do atual sistema tributário. “O Brasil é uma Disneylândia financeira, essa turma embolsa tudo”, detonou.

Escola do MST

Antes, no período da tarde, Boulos visitou a Escola de Formação Política do MST (Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra), no município de Lagoa Seca. “Conheci novas formas de construção feitas pelo movimento para abrigar as quatro mil famílias de agricultores e agricultoras que estão em acampamentos e assentamentos no estado da Paraíba. Excelente iniciativa que mostra a força dos movimentos populares no Brasil profundo e a importância deles para mudar a vida das pessoas”, comentou Boulos, que ganhou um quadro com a fotografia de Carlos Marighella, um dos principais organizadores da luta contra a ditadura militar.

Sangue paraibano

Guilherme Boulos é filho do médico Marcos Boulos, professor de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e da professora Maria Ivete, esta natural de Campina Grande. Ele se formou em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde ingressou em 2000, também é psicanalista e leciona psicanálise. Na juventude e nos anos de formação engajou-se no movimento estudantil. Ingressou no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em 2002.

Ele disse, ao chegar em Campina Grande, que voltava às origens. “Não é a primeira vez que eu piso no solo paraibano. Eu tenho sangue paraibano nestas veias. Minha mãe é de Campina Grande, nascida e criada aqui. Eu vim muito aqui desde cedo”, frisou Boulos.

Debate na UFCG

Na Rainha da Borborema, Guilherme Boulos participou, à noite, de um debate na Universidade Federal de Campina Grande sobre “O Poder Popular como Saída da Crise Democrática” e lançou um manifesto com proposta para o Nordeste. Participaram do evento o pré-candidato a governador, Tárcio Teixeira (PSOL),  a vice Adjany Simplício (PSOL) e segmentos sociais.


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