Política

Berg Lima é intimado a cumprir decisão que ordenou reforma em UBS de Bayeux

Sentença foi prolatada em 2013, mas decisão foi descumprida pelo prefeito.




O Ministério Público da Paraíba (MPPB) requereu a intimação pessoal do prefeito de Bayeux, Berg Lima, para que ele cumpra as decisões judiciais, que não cabem mais recursos, e corrija os problemas pendentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Brasília II e Jardim Aeroporto I. A Secretaria de Saúde de Bayeux também deverá apresentar, no prazo de 10 dias úteis, esclarecimentos quanto às novas irregularidades detectadas em inspeção ministerial realizada na semana passada nos dois serviços.

As ações civis públicas foram ajuizadas pela promotoria em 2013 e 2014. Em relação à UBS Jardim Aeroporto I, o município foi condenado a reformar o prédio e adquirir equipamentos, mas não cumpriu a sentença transitada em julgado na íntegra, restando pendências como a regularização e adequação do consultório odontológico (que, na época, fora interditado eticamente pelo Conselho Regional de Odontologia); a construção da sala de esterilização e estocagem de material esterilizado; o conserto de rachaduras e infiltrações e a padronização visual do prédio.

Foram cumpridas pelo Município quatro determinações judiciais: a construção do abrigo externo para resíduos sólidos (lixo contaminado); a dispensação de medicamentos foi realocada para a farmácia da UBS Rio do Meio; conserto dos banheiros e a compra de todo o material e equipamento necessário ao funcionamento da unidade, como lixeiras com pedais, termômetros, mesas clínicas, móveis, negatoscópio, autoclave para sala de esterilização e dispensers abastecidos.

Em relação às irregularidades constatadas na UBS Brasília II, o município também foi condenado à obrigação de fazer, mas ainda faltam pendências quanto à construção de abrigo externo para resíduos sólidos (o lixo é colocado em bombonas); o conserto de infiltrações e rachaduras e a padronização visual da unidade de saúde. Foram cumpridas as determinações quanto à dispensação de medicamentos (que foi realocada para a farmácia central da secretaria); à regularização e adequação do consultório odontológico; à construção da sala de esterilização e estocagem de material esterilizado; o conserto dos banheiros e à compra de todo o material e equipamento necessário ao funcionamento da unidade.

O secretário de Saúde de Bayeux, José Gilliard Abrantes, disse que as unidades em questão já estão no plano emergencial de reformas de UBS no município e nos próximos dias iniciará a reforma.

Providências

Em agosto do ano passado, a Promotoria da Saúde requereu a remessa de cópias do processo à Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade de Improbidade Administrativa e à Promotoria do Patrimônio Público de Bayeux para responsabilização criminal e cível do prefeito pelo descumprimento da sentença.

A 5ª promotora de Justiça de Bayeux, Fabiana Lobo, explicou que, remeteu cópias de documentos à Câmara de Mediação do MPPB sobre os dois casos, objetivando nova tentativa de solução negociada da execução da sentença.

Irregularidades persistem

Conforme explicou, ainda, Fabiana Lobo, as 28 UBSs existentes no município vêm sendo acompanhadas pela promotoria. “Nas últimas inspeções, encontramos irregularidades em todas as unidades, mas a do Jardim Aeroporto I é a pior e a de Brasília II também está em situação extremamente crítica”, disse.

No último mês de setembro, 14 delas foram inspecionadas, seguindo um modelo de formulário elaborado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Saúde do MPPB. No último dia 9 de setembro, o MPPB constatou que a UBS Brasília II estava com extintores de incêndio com prazo de validade vencido; que não possuía aparelhos para aferir pressão em pacientes adultos e infantis, balança antropométrica adulta e infantil, régua antropométrica infantil, máscaras, óculos de proteção, estetoscópio clínico, pinças e disco obstétrico, por exemplo.

Já no dia 10 de setembro, a inspeção ministerial verificou que a UBS Aeroporto I não tem acessibilidade para cadeirantes; que o prédio apresenta infiltrações e mofo; além da falta de materiais básicos como pinças e negatoscópio. Os extintores de incêndio também estão com prazo de validade vencido; a sala de curativo está interditada pela Vigilância Sanitária do Estado há quase um ano e o gabinete odontológico também está fechado por falta de autoclave (aparelho usado na esterilização de materiais).

 

 

 


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.