Política

Advogado de Guilherme Almeida diz que decisão do TRE foi “injusta”

Advogado diz que não ficou satisfeito com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a classificou como sendo “injusta e nada convincente”.



Phelipe Caldas
Phelipe Caldas
Advogado de Guilherme diz que decisão do TRE foi injusta

Phelipe Caldas

O advogado Antônio Barbosa de Araújo, que defende o deputado estadual Guilherme Almeida (PSB) no caso em que ele pedia sua desfiliação do partido por causa de grave perseguição política, declarou na noite desta segunda-feira (31) que não ficou satisfeito com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a classificou como sendo “injusta e nada convincente”.

À tarde, a corte decidiu que Guilherme não foi alvo de perseguição política por parte do PSB e por isto o parlamentar não estava liberado para deixar a legenda. Se ele fizer isto, ele poderá ser autuado por infidelidade partidária e correria o risco de perder o seu mandato.

Antônio Barbosa disse que vai se reunir na manhã desta terça-feira (1º) com Guilherme Almeida e que neste encontro eles vão decidir se devem ou não recorrer da decisão. “Só o deputado pode dizer que ele quer recorrer, mas de antemão eu digo que a decisão do TRE não me convenceu”, destacou.

Segundo ele, as provas são consistentes em mostrar o “caráter pessoal da perseguição empregada pelo PSB contra Guilherme Almeida”.

Ainda de acordo com o advogado, o deputado socialista é vítima em toda esta questão. “Não se pode obrigar que alguém permaneça no partido que ajudou a construir, mas que agora é relegado”, frisou.

Mas sobre a permanência ou não de Guilherme no PSB, ele disse que aquela era uma “decisão política” que só dizia respeito ao parlamentar.

Com relação ao fato do PSB ter sido multado em mil ufirs por causa da existência de duas atas para uma mesma reunião, Barbosa diz que aquela era uma prova de que a legenda agiu com deslealdade. "Foi uma conduta desonrosa para o partido", concluiu.