Política

“A Paraíba está cansada do dualismo de governos”, afirma Cássio

Em entrevista ao Paraíba1, Cássio Cunha Lima fala de suas perspectivas para as eleições 2010 e destaca erros e acertos de sua gestão.



Francisco França
Francisco França
Cássio não poupou críticas a Maranhão e apontou Ricardo como solução para a PB

Tatiana Ramos

O ex-governador, Cássio Cunha Lima (PSDB) afirmou que nas próximas eleições uma de suas funções é trabalhar para acabar de uma vez por todas as arestas oligárquicas empreguinadas na essência da política paraibana. Apesar de fazer parte da alternância dos governos Maranhão e Cunha Lima que tomam conta da Paraíba há 16 anos, o ex-governador declara que “A Paraíba está cansada do dualismo de Governos” e vai mais além: “Ricardo Coutinho é a contribuição para o fim deste dualismo”.

Em entrevista ao Paraíba1, Cássio foi enfático e disse que um dos maiores erros de sua gestão foi não ter feito mais propagandas das ações de seu Governo. Segundo ele, o objetivo seria mostrar que as obras em andamento na atual gestão, que classifica de retrógrada, foram iniciadas em seu mandato.

Cássio não poupou críticas ao adversário peemedebista e lembrou que a maioria das ações realizadas no atual Governo só são possíveis graças ao equilíbrio fiscal conquistado em sua gestão. “Se hoje Maranhão consegue empréstimos para investir no Estado é porque no começo do meu governo eu destinava 15% da Receita para pagamento de dívida, o que resultou no equilíbrio fiscal”, frisou.

Depois de cassado ele ficou quase um ano calado, mas planeja voltar a vida pública no Senado Federal. O tucano adotou o “Deixa Maranhão Trabalhar” e só quebrou o silêncio no começo deste ano quando anunciou sua vontade de derrubar o Governo instalado e ser candidato ao Senado.

Como força política inquestionável que é, abriu uma discordância interna no PSDB quando anunciou que defende a unidade das oposições e elegeu o atual prefeito como a melhor alternativa para a Paraíba. O discurso de união das oposições resultou no seu “divórcio” com Cícero Lucena, que até agora garante a pré-candidatura, e, sem dúvida, fragiliza a grande aliança que impediria Maranhão de governar o Estado pela quarta vez.

Após a cassação foram duas viagens aos Estados Unidos. Quando questionado se seria justa uma segunda viagem no Carnaval em meio à situção de correligionários que estão em pré-campanha em tempo em que alianças estão se definindo, Cássio irritou-se e disse que não abandonou amigos, apena fez uma viagem privada com os parentes e que não é obrigado a fazer política no Carnaval.

Na próxima segunda-feira (1) um grande encontro vai marcar a primeira reunião das oposições, mas algumas lideranças prometem não comparecer, como Armando Abílio (PTB), o próprio Cícero Lucena e a liderança jovem do PSDB. Quando perguntado se a demora nessas indefinições estaria fragilizando o seu grupo, o ex-governador destacou que a campanha efetivamente ainda não começou, e que até o meio do ano tudo estará pronto para ir às ruas.

Leia uma entrevista completa no Jornal da Paraíba deste domingo (28).


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