Policial

Taxistas pedem blitz para coibir assaltos

Segundo taxistas, o ponto não traz segurança alguma aos motoristas, que chegam a ser intimidados por passageiros.




Mais um taxista foi alvo de assalto seguido de sequestro relâmpago, no bairro da Liberdade, em Campina Grande. Mas, o sindicato da categoria e policiamento do trânsito podem chegar a um entendimento quanto às abordagens dos veículos, que costumam ter passe livre nas blitzes, criando um ‘código’ de segurança para tentar inibir ações de bandidos.

Na madrugada de ontem, o taxista Joel Farias Silva, 23 anos, estava em um ponto de táxi localizado ao lado do Mercado Público no bairro da Liberdade. Ele foi abordado por três homens, que solicitaram transporte até o bairro do Alto Branco. Ao chegar em um local escuro, ele foi rendido com uma arma de fogo e colocado no porta-malas do carro, um Corsa Sedan, de cor branca e placas MOM-5438.

De acordo com a vítima, os assaltantes disseram que não queriam causar nenhum dano a ele ou ao veículo e iriam utilizar o carro para praticar um homicídio. Ao perceber a redução da velocidade, a vítima conseguiu abrir o porta-malas e pular do veículo em movimento, na rua Riachuelo, novamente no bairro da Liberdade. O carro foi recuperado pela polícia no mesmo bairro.

Os bandidos levaram apenas o celular, o aparelho de som automotivo e R$ 150 em espécie, pertencentes à vítima.

Segundo taxistas, o ponto localizado ao lado do mercado não traz segurança alguma aos motoristas, que chegam a ser intimidados por passageiros. “Trabalho aqui há mais de 10 anos e já vi muitos assaltos. A gente tenta rejeitar passageiros, com medo de ser um bandido, mas às vezes somos intimidados e ameaçados”, afirmou o taxista Washington Domingues. “Seria importante ter uma fiscalização dos táxis nas blitzes, porque às vezes tem um assaltante no banco do passageiro e o taxista não tem como alertar a polícia”, concluiu.

FISCALIZAÇÃO
Para o comandante da 3ª Companhia de Policiamento do Trânsito (CPTran) de Campina Grande, a fiscalização é pouca porque clientes e taxistas reclamam por ‘perder tempo’ em uma abordagem policial nas blitzes. “Podemos fazer uma reunião com o sindicato e abrir um código, junto à central de rádio deles e Central de Polícia. O taxista pode cortar luz, como pedido para ajudar a fiscalização a colocá-lo no funil da blitz”, disse o major Eduardo Jorge.

O Sindicato dos Condutores de Veículos (Scave) pretende dar apoio à iniciativa. “Nós pedimos que seja feita essa abordagem, pedindo os documentos do condutor, do veículo e do passageiro.

Muitas vezes o motorista pode já ser o bandido, enquanto o taxista está trancado no porta-malas. Temos que conviver com essa infelicidade, porque a maioria dos casos não são nem registrados na polícia”, alertou o presidente do sindicato dos taxistas, José Domingos.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.