Policial

Promotor desconfia que Aryane foi dopada e quer exumação

Varandas quer saber se a vítima estava dopada no momento em que foi estrangulada. O exame toxicológico será pedido assim como a prorrogação da prisão de Luis Paes.




Da Redação

O promotor do 1º Tribunal do Juri, Alexandre Varandas, recebeu na tarde desta segunda-feira (17) o inquérito do Caso Aryane, que havia sido entregue à Justiça na última sexta-feira e revelou que vai pedir a exumação do corpo da vítima. Ele quer tentar descobrir porque ela não teria reagido ao ataque que a matou.

O novo exame, o toxicológico, pode apontar se houve uso de sedativos ou outras drogas antes da morte. O promotor estranhou não ter sido encontrado vestígios do assassino no corpo de Aryane e desconfia que ela estivesse desacordada no momento em que foi estrangulada.

Varandas disse ainda que vai pedir a prorrogação da prisão provisória por considerar que as investigações ainda não terminaram. Segundo o promotor, o prazo se esgota nesta terça-feira e não hoje, como havia dito em entrevistacoletiva concedida a delegada responsável pelo caso, Iumara Gomes.

As investigações

Dezenove pessoas foram ouvidas durante estes 30 dias. As apurações da delegada demonstraram que Luís Neto teria sido a última pessoa com quem a jovem grávida teve contato na noite de sua morte, no dia 14 de abril. Para a delegada, há evidências de que o ex-namorado de Aryane, com quem ela continuava tendo um relacionamento e de quem esperava um filho, foi o responsável pelo assassinato.

Sem entrar em detalhes sobre como o crime teria acontecido, ela disse que usou como base para a acusação os resultados de seis perícias solicitadas, como o exame de necrópsia na vítima, o DNA, o corpo de delito no suspeito e as análises do carro de Luís Neto e das ligações feitas por ele e por Aryane na última noite de vida dela.

Iumara Gomes (foto) não respondeu na coletiva a perguntas mais detalhadas, sobre o que foi encontrado dentro do carro de Luís Neto, possível local onde Aryane foi estrangulada. Ela declarou que o exame de corpo de delito demonstrou que rapaz tinha marcas de arranhões, o que poderia ser resultado de uma luta corporal entre ele e a ex-namorada, mas que não foi possível detectar vestígios ou frações de pele do acusado nas unhas de Aryane porque elas estavam muito curtas.

Até agora, a blusa de Aryane, os óculos de grau, seus calçados e o telefone celular estão desaparecidos. Segundo a delegada, um dia antes do último encontro de Luís Neto com a vítima, ela havia revelado a ele que estava grávida.

Vale ressaltar que nenhuma destas informações foi repassada pelo acusado à delegada porque ele se negou a prestar depoimento a ela, preferindo ficar calado durante todo o interrogatório feito na presença de seu advogado de defesa e de um promotor.

Uma das primeiras hipóteses descartadas foi a de crime de natureza sexual, ou seja, os exames negaram que ela tenha sofrido alguma violência sexual antes de sua morte. Isso contribuiu para que a delegada ignorasse a possibilidade de Aryane ter sido assassinada por um maníaco sexual, conforme a defesa do suspeito argumentava.


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