Policial

Plano de pistolagem é evitado no Sertão

Um dia após a deflagração da operação ‘Resgate’, a Polícia Civil da região de Catolé do Rocha começou a analisar os materiais apreendido.




Um dia após a deflagração da operação ‘Resgate’, a Polícia Civil da região de Catolé do Rocha começou a analisar os materiais apreendidos e terminou a transferência dos presos para o presídio do município. No total foram 25 pessoas detidas durante o cumprimento dos 106 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A maior parte delas acusada de porte ilegal de arma e envolvimento com crimes de homicídio.

Entre os presos na ação estava o defensor público Romero Suassuna, com quem foram encontradas sete armas.

Ontem, o delegado regional de Catolé do Rocha, André Rabello, revelou que o acusado estava em uma lista para ser executado por integrantes da família Oliveira. O defensor público é irmão de Humberto Suassuna, preso durante a operação ‘Laços de Sangue’ no fim do ano passado. O plano, conforme as investigações da polícia, teria como finalidade a morte dos dois irmãos, por vingança por conta da ‘guerra’ de mais de 30 anos entre os Oliveiras e Suassunas.

“Na época, nós antecipamos a operação por conta justamente dessas mortes, que iriam acontecer em Catolé. Dessa vez, na ‘Operação Resgate’, tivemos um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça após denúncias de que na casa de Romero havia muitas armas. Então fomos até lá e conseguimos apreender algumas armas”, relatou o delegado.

Segundo André Rabello, as investigações agora irão se debruçar para tentar identificar ligações entre o defensor público e a briga das duas famílias. “Por enquanto o que sabemos é que havia esse plano de execução, e que foi evitado graças à operação. Mas vamos continuar apurando todas as informações que estão nos chegando”, afirmou. Na última terça-feira também foi presa Janaína Oliveira, apontada pela polícia por ter envolvimento em um assassinato no Estado do Rio Grande do Norte.

Durante a operação ‘Laços de Sangue’ foram presas 21 pessoas, acusadas de pertencerem às famílias Oliveira e Suassuna. A ‘guerra’ entre os dois grupos seria responsável pela morte de aproximadamente 95 pessoas. Cinco acusados de pistolagem ainda estão foragidos, no Estado de São Paulo.


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