Policial

PF deflagra operação em 5 Estados contra cartel de gás de cozinha

Operação Chama Azul da Polícia Federal cumpre sete mandados de prisão na Paraíba. Alvos são empresários e funcionários de distribuidoras ou revendedoras do produto.




Karoline Zilah

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira (11) sete mandados de prisão e 16 de busca e apreensão na Paraíba, dentro da Operação Chama Azul, que acontece em cinco estados brasileiros com o objetivo de deter grupos acusados de praticar cartel na distribuição de gás de cozinha, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Os alvos são empresários e funcionários de empresas distribuidoras ou revendedoras de GLP, que foram indiciados por formação de cartel, crime contra a ordem econômica (venda clandestina) e formação de quadrilha.

Os presos devem ser apresentados em entrevista coletiva ainda na manhã desta quinta-feira, no auditório do Ministério Público Estadual da Paraíba.

De acordo com as investigações, estes grupos responsáveis pela distribuição de gás de cozinha cometiam ajuste de preço e reserva de mercado, caracterizando formação de cartel. A operação espera cumprir 42 ordens judiciais expedidas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande para os Estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Bahia e São Paulo, sendo 14 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão.

A ação é realizada pela Polícia Federal em parceria com a  Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e o Ministério Público da Paraíba.

Cartel

A apuração teve início a partir de procedimento de investigação preliminar instaurado no Ministério Público de Pernambuco, que solicitou informações à Agência Nacional de Petróleo, a qual apresentou notas técnicas indicando que em Campina Grande haveria indícios de prática concertada de preços após a análise da distribuição e revenda de GLP naquela cidade.

Com base nesta conclusão, foram acionados o Ministério Público da Paraíba e a Secretaria de Direito Econômico. Por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), o MP requisitou a abertura de inquérito pela Polícia Federal.

Na operação foram empregados cerca de 160 policiais federais, além de 13 servidores da SDE. Os presos serão interrogados pela Polícia Federal e o material apreendido analisado com o auxílio de técnicos da Secretaria de Direito Econômico, para apresentação de relatório final ao Ministério Público do Estado da Paraíba.


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