Policial

Paraíba coleta material genético de condenados por crimes hediondos

Mais de 3 mil presos devem ser registrados. Material será enviado para Brasília, onde ficará disponível para consulta por todos os Estados. 




O Laboratório de DNA do Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba iniciou a coleta de material para identificação genética de condenados por crimes hediondos no Estado. O trabalho irá identificar geneticamente mais de 3 mil presidiários em toda a Paraíba e registrá-los em um banco de dados.

A coleta teve início na Penitenciária Máxima de Mangabeira, em João Pessoa, onde 90 apenados serão registrados. De acordo com a gerente do Laboratório de DNA do IPC, Carmen Gambarra, a Paraíba é pioneira na criação do Banco de Dados Genético, que será enviado para Brasília e ficará disponível para consulta em qualquer Estado do país.

"É um avanço na identificação de criminosos", ressaltou ela. "Esse é o futuro na área, já que todos os Estados terão que criar seus próprios bancos de dados genéticos”, explicou a gerente. Segundo ela, o modelo de implementação do banco será apresentado durante um seminário que irá discutir o tema em Belém (PA) na próxima semana.

Banco Nacional

Todas as informações coletadas nos Estados compõem um Banco Nacional de perfis genéticos, que é gerido pela Rede Integrada de Bancos de Perfis. Os dados são sigilosos e, após o término do prazo estabelecido para prescrição do delito, o perfil dos sentenciados é excluído. 

De acordo com a Lei nº 12.654/12, que trata da identificação criminal através do perfil genético no Brasil, serão incluídas na Rede informações de condenados por homicídio, latrocínio, extorsão qualificada, estupro, falsificação, corrupção, favoricmento de prostituição infantil, dentre outros.


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