Policial

MP denuncia mais 16 por envolvimento em pistolagem

A denúncia, concluída pelo Ministério Público, foi apresentada na Comarca de Catolé do Rocha e teve como alvos alguns dos principais integrantes das famílias Oliveira e Suassuna.




Mais 16 pessoas foram denunciadas à Justiça sob a acusação de envolvimento em crimes de pistolagem na Paraíba. A denúncia, concluída pelo Ministério Público, foi apresentada na Comarca de Catolé do Rocha e teve como alvos alguns dos principais integrantes das famílias Oliveira e Suassuna, que teriam travado uma ‘guerra’ e provocado a morte de quase 100 pessoas nos últimos 30 anos no Sertão paraibano.

O procedimento foi assinado pelos promotores José Leonardo Clementino Pinto e Artemise Leal, que estão participando do Mutirão do Poder Judiciário em Catolé do Rocha. Os acusados estão sendo apontados por participação em assassinatos e tentativas de homicídio, contidos em cinco processos. A maior parte deles foi presa durante a operação ‘Laços de Sangue’, desencadeada pelas polícias Civil e Militar em parceria com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, no dia 27 de setembro do ano passado.

Entre os denunciados estão Kleber do Nascimento Neres, conhecido como ‘Kléber Chocolate’, apontado pela polícia como tendo participação na morte de Lúcia Maria Saldanha, ocorrida em Catolé do Rocha, no mês de junho do ano passado. Além dele, também foram denunciados Jeneton Alves Mesquita, Magnólia Alves de Mesquita, Humberto Suassuna e Chateaubriand Suassuna Barreto.

“Com o Mutirão que está sendo realizado aqui na região foi possível agilizarmos a tramitação desses procedimentos, para combatermos uma prática que vinha aterrorizando a população.

O trabalho, claro, não termina aqui. As investigações irão continuar e certamente mais pessoas e outras denúncias irão surgir a partir desses processos que estamos dando início”, relatou o promotor José Leonardo Pinto. De acordo com ele, a maioria dos denunciados estava detida em cumprimento a mandados de prisão temporários, mas tiveram as prisões preventivas decretadas. “O Mutirão deverá seguir até o próximo dia 9 de março, mas poderá ser prorrogado”, acrescentou o promotor.

No fim do ano passado o Ministério Público já havia apresentado denúncia contra outros 9 acusados de pistolagem, presos durante a ‘Operação Laços de Sangue II’. Na semana passada, a Justiça de Catolé do Rocha expediu 106 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de apreender armas e drogas. A ação também chegou a prender em flagrante duas pessoas das famílias Oliveira e Suassuna.


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