Policial

Internos do CEJ são transferidos para Central de Polícia

Polícia identificou 10 como responsáveis pela rebelião ocorrida no final da tarde de quarta-feira.




A Polícia Militar identificou 10 internos do Centro Educacional do Jovem (CEJ) como suspeitos de serem responsáveis pela rebelião que aconteceu no final da tarde de quarta-feira (7) na unidade, que fica no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Todos foram transferidos para a Central de Polícia da capital e vão responder por danos ao patrimônio público e tentativa de homicídio.

O tenente coronel Lívio Sérgio, comandante do 5° BPM, disse que mais internos teriam participado do tumulto no CEJ. Porém, os que foram transferidos para a Central estavam na cela onde começou todo o tumulto. Na manhã desta quinta-feira (8), a Polícia Civil informou que eles continuavam detidos no local, mas disse que existe a possibilidade de eles serem transferidos para o Presídio do Roger.

Uma briga entre facções criminosas, segundo a PM, teria dado origem ao tumulto no CEJ. Os internos integrantes de facções rivais queimaram colchões e tentaram chegar uns aos dormitórios dos outros. Por volta das 19h40 o tumulto foi controlado. Segundo a polícia, aproximadamente 40 policiais entraram no local usando armas não letais para acalmar os internos. Na rebelião um interno e um monitor ficaram feridos.

Após o tumulto ser controlado uma revista foi feita no local. Ainda de acordo com a PM, foram encontrados espetos e celulares. Na rebelião os internos danificaram 23 quartos, 10 colchões e cerca de 50 cadeados.

Em entrevista à TV Cabo Branco a presidente da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac), órgão responsável pelo CEJ, Cassandra Figueiredo, disse que o local tem poucos monitores e isso poderia ser o motivo da fragilidade da unidade.

Pelo menos dois princípios de rebelião e duas fugas foram registradas no CEJ de João Pessoa apenas em 2012. Na ocorrência mais recente, dois internos fugiram quando voltavam de uma consulta médica. Um grupo de criminosos teria rendido os funcionários do órgão que estavam no carro, soltado os internos e depois disparado tiros. Os jovens foram recapturados pela polícia, mas o monitor que estava dirigindo o carro do qual os internos foram resgatados acabou sendo baleado e morreu no hospital.


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