Policial

Grupo coordenado de presídio da Paraíba é preso dentro de avião no DF

Cinco suspeitos de assaltos a caixas eletrônicos foram presos no Aeroporto Internacional de Brasília. Ações do grupo eram coordenadas de dentro do presídio de Cajazeiras.



Agência Brasil
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Na bagagem despachada pelos assaltantes a polícia encontrou equipamentos utilizados nos assaltos

Cinco suspeitos de assaltos a caixas eletrônicos foram presos na manhã desta sexta-feira (20) em um avião no Aeroporto Internacional de Brasília, quando, segundo a Polícia Civil, chegavam de Joinville, em Santa Catarina, para praticar novos crimes na capital. Segundo a polícia, as ações do grupo eram coordenadas de dentro do presídio de Cajazeiras, Sertão da Paraíba.

Os presos são suspeitos de crimes no Distrito Federal, no Ceará e em Goiás. Além dos que estavam no avião a polícia prendeu outras duas pessoas e apreendeu uma adolescente. Dois suspeitos já estavam presos e também responderão pelos crimes. Um destes, segundo a polícia, coordenava o grupo dentro do presídio paraibano. A quadrilha deve ser indiciado por organização criminosa e roubo qualificado.

Na bagagem despachada pelos assaltantes no avião em que foram presos, a polícia encontrou serras-copo, bicos de maçarico, pés de cabra, luvas e outros equipamentos utilizados nos assaltos.

As investigações começaram após uma agência bancária ser assaltada em Brasília, no final de novembro. Segundo a polícia, entre novembro de 2014 e janeiro deste ano, os presos assaltaram oito agências bancárias – quatro delas no DF. No total, a polícia estima que os criminosos tenham levado cerca de R$ 500 mil nas ações.

Segundo o chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos, Fernando Cesar Costa, a quadrilha tinha “especialistas” no uso de maçarico para arrombar os caixas eletrônicos. “Eles faziam levantamentos em agências com pouco fluxo de pessoas e de policiamento. E pelo meio que eles empregavam – corte dos caixas eletrônicos com maçaricos – o tempo para execução do crime era de 4 a 5 minutos, o que dificultava a chegada do policiamento”.


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