Policial

Acidente de trabalho mata funcionário eletrocutado em empresa de CG

Segundo o relato de testemunhas, no momento do acidente, Isaías Veras não usava nenhum tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI).



Artur Lira
Artur Lira
Além do choque elétrico, o homem caiu de uma altura de aproximadamente 8 metros e morreu na hora.

O que parecia apenas mais um dia de trabalho se transformou em tragédia na manhã desta sexta-feira  (15) depois que um funcionário morreu eletrocutado, em uma empresa de vidros localizada na rua Rosália Alves Chaves, no bairro do Centenário, em Campina Grande. A vítima identificada como  Isaías Veras Barbosa, 34 anos, estava manuseando uma barra de metal em um dos andares da empresa quando a peça encostou em um fio de alta tensão da rede elétrica do bairro. Além do choque elétrico, o homem caiu de uma altura de aproximadamente 8 metros e morreu na hora.  

Uma ambulância do Servidor de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda foi ao local, mas nada pode fazer para  reanimar o funcionário. Uma viatura da Polícia Militar foi acionada para ir até o local fazer isolamento da área até a chegada da perícia.  Cerca de uma hora após o acidente o corpo foi recolhido. Devido a forte descarga elétrica e a queda, o corpo do homem teve vários ferimentos e queimaduras. O acidente aconteceu por volta das 9h40.
 
Segundo o relato de testemunhas, no momento do acidente, Isaías Veras não usava nenhum tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI).  Para os parentes, apesar da fatalidade do acidente a empresa também tem culpa. "Infelizmente essas coisas acontecem quando menos esperamos. Sabemos que a empresa não deseja isso para seus funcionários, mas ela também tem sua culpa, pois ele estava trabalhando sem a proteção devida. Inclusive os andares do prédio são abertos na frente, não possuem grandes ou alambrados e o rico de quedas é explícito", disse Erijane Patrício Veras,  prima da vítima.
 
Isaías Veras era casado e tinha dois filhos. Ele morava no bairro das Malvinas, em Campina Grande. Segundo os familiares ele trabalha no local havia dois anos. Funcionários da empresa disseram que hoje seria o último dia de trabalho dele, mas a família nega saber que ele tenha pedido demissão ou se foi dispensado. 
 
A equipe de reportagem do JORNAL DA PARAÍBA tentou entrar em contato com os responsáveis pela empresa  Fortvidros, mas os funcionários informaram que não havia ninguém no local que pudesse responder pela empresa e que não tinham autorização para conceder contatos de telefones de proprietários ou gerentes. 
 


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