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ONU pede morte de Khadafi seja investigada

Otan também decidiu colocar fim a sua operação militar na Líbia em 31 de outubro, afirmou o secretário-geral da aliança militar, Anders Fogh Rasmussen.




O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos pediu ontem uma investigação sobre as circunstâncias da morte do ditador líbio por mais de 42 anos, Muammar Khadafi, 69 anos, anunciada anteontem pelas forças rebeldes do país, durante operação militar em Sirte. "A respeito da morte de Khadafi, as circunstâncias ainda não são claras. Nós consideramos que é necessária uma investigação", declarou o porta-voz, Rupert Colville, em referência aos vídeos que foram divulgados pelos meios de comunicação.

Ontem, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também decidiu colocar fim a sua operação militar na Líbia em 31 de outubro, afirmou o secretário-geral da aliança militar, Anders Fogh Rasmussen.

Embora inicialmente não houvesse uma versão oficial, um vídeo que mostra o ex-ditador capturado ainda vivo transmitido por emissoras árabes gerou suspeitas de que ele tivesse sido executado pelos rebeldes. O premiê da Líbia, Mahmoud Jibril, disse que relatórios de perícia mostram que a causa da morte foi um tiro recebido durante um tiroteio.

Um médico que examinou o corpo, porém, afirmou que ele foi fatalmente ferido por uma bala em seus intestinos depois de ser capturado. "Khadafi foi capturado vivo, mas morreu depois", afirmou o Ibrahim Tika à emissora árabe de TV Al Arabiya.

ENTERRO
O enterro de Khadafi foi adiado devido à realização de investigações sobre as circunstâncias da morte que ainda não ficaram claras.


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