Lúcia Duarte, paraibana e administradora é esposa de um artesão que faz abajures de madeira, nunca pensou que pudesse pintar. Na verdade, este dom foi descoberto aos 45 anos de idade e surgiu de um grande problema: O que fazer com todo esse pó-de-serra que fica na máquina?

O casal acredita que na natureza nada se perde. Foi daí que “surgiu então a ideia de aplicarmos o pó sob uma camada de cola em cima do MDF. A nossa intenção era pintar uma tela diferente, rústica. Eu nunca tinha pintado nada antes, minha primeira tela foi pintada em setembro de 2010. As pessoas gostaram e daí em diante comecei a pintar sem parar”, afirma Lúcia.

A artista plástica ensina a mistura necessária para fazer a tinta: água, cola, álcool e corantes naturais, além de tinta óleo, tinta acrílica e PVC.

E o mais curioso é que ela nunca pintou em tela lisa, só sabe pintar em tela áspera com camadas de pó-de-serra.

É, literalmente, a Lúcia transforma lixo em obra de arte, assim como o artista plástico brasileiro Vik Muniz (@vikmuniz), tema do documentário “Lixo Extraordinário” (@lixofilme) que está concorrendo ao Oscar na categoria de Melhor Documentário 2011.

Editado por euQfiz

Artigo enviado por malummail@gmail.com.