Esportes

Janot pede que STF revogue soltura do goleiro Bruno

Condenado pela morte de Eliza Samúdio, ele está jogando pelo Boa.




O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indefiram o habeas corpus que ordenou a soltura do goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio. Hoje o goleiro está em liberdade, jogando pelo Boa Esporte de Varginha, no  Sul de Minas Gerais. O julgamento será feito pela Primeira Turma do STF, que se reune às terças-feiras. A próxima sessão será no dia 25.

Bruno foi solto em 24 de fevereiro deste ano, após o ministro Marco Aurélio de Melo determinar que o goleiro aguarde em liberdade o julgamento do recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) contra a condenação. Na decisão, ele considerou que houve excesso de prazo na prisão. O processo foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, sucessor de Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano. 

Janot argumenta que o habeas corpus foi apresentado pela defesa contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou liberdade a Bruno. E por isso, segundo ele, não caberia ao STF dar prosseguimento ao pedido. Na manifestação, o procurador afirmou que a defesa tem feito diversas intervenções, o que "contribuiu para o eventual prologamento do prazo para o julgamento da apelação criminal".

O advogado Lúcio Adolfo, que representa Bruno, afirmou por meio de nota que não contribuiu para a demora do processo e que cumpriu todos os prazos previstos em lei. O defensor questionou o entendimento do procurador sobre o andamento processual.

"Se não causa espanto ao procurador a demora de mais de quatro anos para não julgar uma apelação quando Bruno Fernandes estava preso, a este advogado causa espanto a subida aceleração quando ele foi solto", afirmou. A desfesa destacou que, após a liberdade, Bruno não colocou em risco a ordem pública e começou a traballhar imediatamente.