Esportes

Investigação de corrupção na arbitragem da PB vai durar até 30 dias

Apuração começou após a divulgação de um áudio, atribuído ao zagueiro Walter.




Amauri Aquino/Globoesporte.com
Amauri Aquino/Globoesporte.com
Jogador Walter está no centro da polêmica

A investigação de possíveis casos de corrupção na arbitragem paraibana pode durar até 30 dias. Foi isto o que explicou o procurador geral do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB), Marinaldo de Barros. Segundo ele, a auditora Nilza Albuquerque, responsável pelo caso, tem 15 dias para fazer a coleta de provas e enviar o relatório ao tribunal. Mas, caso ela ache necessário, pode pedir mais 15 dias para concluir a investigação. 

Nesta semana, o TJD-PB decidiu abrir inquérito para investigar possíveis irregularidades na arbitragem da Paraíba, após o vazamento de áudios atribuídos ao ex-zagueiro do Botafogo-PB, Walter. Na gravação, há denúncias sobre suposto esquema de compra da arbitragem na partida da semifinal do Campeonato Paraibano de 2015, contra o Auto Esporte.

A voz que aparece no áudio (independente de ser Walter, como se supõe, ou outra pessoa) conta que o então vice-presidente do Botafogo-PB, Breno Morais, teria pago a arbitragem daquele jogo, que tinha como árbitro central João Bosco Sátiro, para que pênaltis fossem dados ao clube alvinegro. E, de fato, dois pênaltis foram dados ao Belo, que venceu o jogo por 3 a 1.

- Esta é uma fase apenas de investigação. A auditora tem 15 dias de prazo para fazer a investigação das denúncias. Ela vai juntar documentos, ouvir as partes e coletar provas. Após isto, ela vai fazer o relatório e vai mandar para o tribunal decidir se oferece denúncia ou não. Caso ela ache que não vai conseguir fazer tudo isto dentro do prazo, ela pode pedir mais 15 dias para finalizar a investigação - disse Marinaldo de Barros. 

Leia mais no Globoesporte.com/pb