Esportes

Torcedores montam comissão para se opor à permuta do PV pelo Treze

Diretoria quer abrir mão de estádio para quitar dívidas. Torcedores são contra a ação e querem transparência.




A confusão está cada vez mais evidente. E coloca torcedores e dirigentes do Treze em rota de colisão. De um lado, os atuais diretores do clube dizem que está cada vez mais certo de que a única saída para a sobrevivência financeira do clube é uma permuta do Estádio Presidente Vargas, para com isso conseguir quitar todas as dívidas trabalhistas que o Alvinegro possuem no momento. De outro, os torcedores se reuniram numa comissão e prometem pressionar o clube para tentar evitar que este se desfaça de seu maior patrimônio.

 
O principal problema é que, segundo o regimento interno do clube, esta é uma decisão que cabe apenas aos sócios-proprietários do Galo, que segundo a última eleição interna da instituição não passam de 150 trezeanos (se contabilizar apenas aqueles que compareceram para votar, o número cai para 58).
 
Uma quantidade que, segundo a comissão, não é representativa. Para Luísa Mendonça, uma das organizadoras do movimento, o PV é patrimônio cultural de Campina Grande e não deveria ser negociável. Ela acredita que existem outras maneiras de sanar as dívidas trabalhistas que foram acumulados ao longo dos anos e defende, por exemplo, uma campanha de arrecadação de dinheiro que envolva mais os trezeanos e demais amantes do futebol da cidade.