Esportes


Cartaxo veta cerveja nos estádios de João Pessoa

Veto do prefeito à proposta de Zezinho Botafogo será analisada pela Câmara.  




Reprodução / TV Cabo Branco
Reprodução / TV Cabo Branco

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), vetou o Projeto de Lei (PL) 1.602/2016, de autoria do vereador Zezinho Botafogo (PSB) que liberava a comercialização e o consumo de cerveja nos estádios de futebol da capital. Em suas razões para o veto, o prefeito destacou que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) não pode legislar sobre o tema, visto que a Constituição Federal prevê que compete à União, Estados e Distrito Federal, legislar sobre o desporto.

O veto ao PL, visava modificar a Lei Municipal nº 12.630/2013, que proíbe a venda e consumo de bebidas nos estádios de futebol durante a realização de eventos esportivos, já foi encaminhado à Câmara Municipal de João Pessoa para exame e deliberação dos vereadores. 

Conforme o veto, o Estatuto de Defesa do Torcedor, Lei nº 10.671/03, editado pela União, dentre outras disposições, veta a entrada de torcedores nos estádios de futebol que estejam portando bebidas alcoólicas. “A competência municipal para legislar sobre assuntos de interesse local não é absoluta, tendo como característica principal a de suplementar a legislação federal e estadual no que couber, não podendo, entretanto, sobrepor as normas editadas pela União e/ou Estados, o que a impede de ir em direção oposta a normas federais existentes”, diz a mensagem do prefeito.

Segundo Cartaxo, o tema também é objeto de várias Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), onde se questiona exatamente a competência legislativa municipal para editar normas nesse sentido, como uma ação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que julgou inconstitucional a lei que autorizava bebida nos estádios no município de Pelotas.

Quando apresentou o projeto, Zezinho justificou que a liberação já existe em estados como Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. Ele argumentou também que a venda de bebida alcoólica nos estádios estimularia a presença do torcedor e aumentaria a arrecadação de tributos e a geração de empregos.