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Falta de combustível pode ter causado queda de avião da Chape

Secretário de segurança aérea da Colômbia diz que avião não tinha reserva de combustível obrigatória.



Luis Benavides/AP
 Luis Benavides/AP
Pane elétrica reportada pelo piloto da aeronave está relacionada à falta de combustível

O avião da LaMia que caiu em Medellín, na Colômbia, e provocou a morte de 71 pessoas, entre integrantes da delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados, não tinha a reserva de combustível obrigatória que permitia que ficasse mais tempo no ar. De acordo com o coronel Freddy Bonilla, secretário de segurança aérea da Colômbia, a empresa não cumpriu as normas, o que foi decisivo para o acidente. Ele explicou que a pane elétrica reportada pelo piloto da aeronave está relacionada à falta de combustível, uma vez que as turbinas são as fontes de energia elétrica, que pararam de funcionar com o tanque vazio.

O diretor geral da aviação civil colombiana, Alfredo Varón, também participou da entrevista, mas se limitou a um breve pronunciamento informando que as caixas-pretas com os dados do voo estão em posse das autoridades colombianas e que todos os esforços estão sendo feitos para esclarecer os motivos da tragédia. Depois, passou a palavra a Bonilla, que frisou a intenção de fornecer informações estritamente técnicas não para encontrar responsáveis, mas para evitar que a tragédia se repita.

"As normas internacionais exigem que qualquer aeronave deve viajar com combustível suficiente para chegar ao aeroporto de destino, mais 30 minutos e ainda mais 5 minutos ou 5% da distância, que é o combustível reserva. Neste caso, lamentavelmente, a aeronave não contava com combustível suficiente para a contingência que seu plano de voo estabelecia, que tinha o aeroporto de Bogotá como alternativa. As condições para aterrissagem eram excelentes. Vamos investigar para saber por que a tripulação não contava com combustível suficiente", explicou Bonilla.

Sobre a pane elétrica, o secretário explicou: "Uma das hipóteses é que tenha havido um apagão súbito dos motores por falta de combustível. Os motores são a fonte elétrica. O avião contava com uma turbina reserva adicional, mas se não há combustível, a fonte elétrica se perde completamente".

Repatriação dos corpos
A expectativa das autoridades colombianas é que seja iniciada já nesta quinta-feira o processo de repatriação das vítimas do voo que levava a delegação da Chapecoense, que caiu no começo da semana, em Medellín, com 77 pessoas a bordo. As informações são do jornal local “El Tiempo”.

Todas as 71 vítimas do acidente já foram identificadas pelo Instituto Médico Legal da Colômbia, informou o “Bom Dia Brasil”, da TV Globo.  O processo será coordenado em conjunto com autoridades brasileiras e bolivianas. Os corpos dos brasileiros devem chegar entre sexta-feira e sábado. Dois aviões Hércules, da Força Aérea Brasileira chegaram à cidade para fazer o transporte dos corpos para o Brasil. Segundo o Itamaraty, quinze corpos já foram liberados pelo IML para as funerárias. Dez deles brasileiros, quatro bolivianos e um venezuelano.

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