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Vítimas do voo da Chape ficaram presas às cadeiras, diz bombeiro

Segundo ele, gritos guiaram resgate e não havia cheiro de combustível no local.



Luis Benavides/AP
 Luis Benavides/AP
Trem de pouso bateu na montanha e avião se partiu, segundo bombeiro colombiano

Segundo o bombeiro colombiano Arquimedes Mejía, um dos primeiros a chegar ao local do acidente com o avião da Chapecoense, as vítimas estavam presas às cadeiras da aeronave e os gritos dos sobreviventes ajudaram no resgate. As declarações foram dadas à Rádio Caracol. Na manhã desta quinta-feira (horário local), uma sobrevivente relatou apagar das luzes da aeronave segundos antes do impacto com o solo, afirmação que pode reforçar tese de pane elétrica.

"Os corpos estavam amarrados às cadeiras e não havia cheiro de combustível, não havia queimaduras em ninguém. O avião estava partido em três partes", afirmou o bombeiro.

Mejía disse que a primeira equipe de socorristas se dirigiu ao Cerro Gordo, local do acidente, ao receber ligações de pessoas próximas à região que haviam escutado um forte estrondo. Além disso, já sabiam que um avião havia perdido contato com a torre de controle, com isso, o resgate seguiu para o local.

"Depois de uns 15 minutos que o avião sumiu do radar começamos a receber ligações e fomos para lá. Éramos cerca de 14 pessoas . Quando chegamos, ouvimos gritos e isso nos guiou ao exato local", explicou Mejía. Acrescentando que "as pessoas que foram resgatadas com vida estavam na parte de cima da montanha. Os corpos dos mortos estavam no cânion, mais abaixo".

Ainda para Mejía, segundo seus conhecimentos, a tragédia poderia ter sido maior ainda. "Pelo que entendo, o avião bateu com o trem de pouso na montanha e se partiu. Uma parte ficou na parte de cima e o restante caiu. Creio que se não tivesse batido na montanha, a tragédia seria ainda pior. Teria caído na cidade de La Unión e feito muito mais vítimas. Foi um milagre isso não ter ocorrido", completou.

O resgate mais complicado, segundo informações do bombeiro colombiano, foi o da aeromoça Ximena Suárez, uma das sobreviventes, que estava presa às ferragens. "Levamos quase uma hora e meia para conseguir resgatá-la", disse.