Esportes

Nos Jogos Universitários, atletas profissionais se destacam

Evento esportivo acontece até sábado (12) em Cuiabá, no Mato Grosso.



Na universidade, eles ainda estão em formação para exercer uma profissão. Mas, no esporte, já são profissionais. Nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), que acontecem neste ano em Cuiabá, no Mato Grosso, atletas que já defenderam clubes ou a seleção brasileira em competições nacionais e internacionais se destacam e dominam pódios em vários esportes.

Na corrida de rua, tanto o ouro masculino quanto o feminino ficou com atletas que já defenderam o Brasil em competições internacionais. Aluna de educação física na Universidade Paulista (Unip), Érica de Oliveira, de 23 anos, já participou de campeonatos Sul-Americanos pela seleção brasileira.

A atleta foi descoberta quando treinava no Rio Grande do Norte e, após um camping com a seleção em Uberlândia, evoluiu no esporte e mudou-se para São Paulo, onde foi contratada pelo Esporte Clube Pinheiros.

"Quando eu comecei, eu não tinha um tênis para correr, mas você vai crescendo de nível e precisando de mais estrutura", conta ela, que treina em Jundiaí e sente falta do acompanhamento de fisioterapeuta e massagista em seu dia a dia. "Se eu tivesse isso, com certeza eu já daria um pique muito maior".

Laurindo Nunes, de 23 anos, foi o primeiro a chegar na corrida de rua masculina, mas, antes do JUBs, já disputou até mundial.

"Já defendi a seleção brasileira cinco vezes, em um mundial e em quatro sul-americanos. Ganhei o sul-americano escolar e no mundial, fiquei em oitavo".

Estudante de administração na Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp), em Santa Catarina, ele sentiu o sol forte de Cuiabá no percurso de 10 quilômetros em volta da Arena Pantanal.

A competição fez lembrar de sua primeira corrida, quando foi descoberto pelo seu primeiro e único treinador. "Eu sempre fui muito competitivo e queria disputar medalhas em vários esportes. Quando corri nessa corrida, fiquei em quarto e só perdi para os meninos que eram treinados por ele. Aí ele me chamou".

Modalidade mais ágil que o basquete convencional, o basquete de três, ou 3x, também foi decidido hoje no JUBs. No feminino, vitória do time da Unip, também formado por atletas que já disputam o campeonato paulista por seus clubes.

"É sempre bom a gente ganhar um título, porque a universidade faz um investimento em nós", conta Kauane Firmino, de 22 anos, que cursa educação física e vê os estudos como uma garantia: "A gente nunca sabe se vai sofrer uma lesão ou se vai precisar de um plano B".

A decisão foi contra a Universo, do Rio de Janeiro, para quem o time da UNIP já havia perdido na etapa anterior. "A gente veio para a quadra com sangue nos olhos. Só tínhamos essa opção. Perder não existia".

E elas conseguiram superar as adversárias em um jogo disputado e cheio de viradas e cestas de dois pontos - no basquete 3x, apenas metade da quadra é utilizada, e as cestas feitas das áreas mais distantes valem o dobro e, as demais apenas um ponto.

Beatriz de Oliveira, de 21 anos, conta que elas não vinham acertando muito nos outros jogos e conseguiram superar esse desempenho na final. "Hoje, a gente veio com uma técnica melhor", diz a estudante de nutrição.

"Somos um time novo e temos muito a crescer dentro do basquete, e, então, a gente espera evoluir. Para a gente estar bem em grupo, a gente tem que ir bem individualmente onde quer que você esteja", conclui a atleta sobre a estreia no JUBs.