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Neymar diz que é hora de esquecer fracassos da Seleção Brasileira

Atacante disse que se surpreendeu com o ambiente criado nos treinos.



Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF
"A gente não pode ficar chorando o leite derramado", disse Neymar

O atacante Neymar se mostrou feliz por fazer parte da seleção olímpica brasileira, na primeira entrevista coletiva concedida na concentração da Granja Comary, na terça-feira (26), em Teresópolis e disse que, após os fracassos na Copa do Mundo de 2014, na Copa América de 2015 e na Copa América Centenário este ano, a Seleção Brasileira olímpica passa por outro momento e, se os desempenhos foram ruins no passado, esta é a hora de focar na vitória.

“O que passou, passou. A gente não pode ficar chorando o leite derramado. Temos que mudar a partir de agora. Se deu ruim nas outras competições, essa a gente tem que fazer de tudo para que dê certo. Temos que começar, desde já, a mudar tudo que foi errado, a ver as coisas que não estão dando certo e consertar. Acho que isso vai nos levar ao caminho de sucesso. Temos que estar focados para trocar este chip das derrotas e colocar o da vitória”, disse Neymar.

O atacante disse que se surpreendeu com o ambiente criado pela comissão técnica e pelo treinador Rogério Micale, com quem trabalha pela primeira vez: “A cada treino, o nosso treinador está nos corrigindo, buscando o melhor para a movimentação da equipe. Quando o cara conversa e ajusta, é melhor para todo mundo”.

Neymar é um dos três jogadores acima de 23 anos (tem 24) convocados pelo técnico Rogério Micale – conforme o regulamento olímpico – para tentar a inédita conquista da medalha de ouro para o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, juntamente com o goleiro Fernando Prass, do Palmeiras, e o meia Renato Augusto, do Beijing Guoan, da China, com estreia marcada para o dia 4 de agosto, em Brasília, um dia antes da abertura oficial dos Jogos, no Rio de Janeiro.

O craque do Barcelona revelou que tem procurado se aproximar dos companheiros para que eles também se sintam à vontade, ainda que seja considerado um ídolo por alguns: “Não me sinto presidente, não me sinto intocável também. Muito pelo contrário, procuro chegar mais perto deles, estar cada vez mais próximo. Querendo ou não, dá para sentir a diferença no jeito de falar com cada jogador, também. Já estive aonde eles estão, que é estar começando e encontrar um ídolo na seleção. Hoje, fazer o papel de ídolo é uma grande honra, um grande orgulho para esses meninos que são tão bons de bola”.

O atacante, que era capitão da seleção brasileira com o ex-técnico Dunga, não está preocupado em continuar na função. Para ele, essa é uma decisão exclusiva do técnico Micale e considera a braçadeira de capitão uma situação mais simbólica, porque, em campo ou nos treinamentos, qualquer atleta pode mostrar a própria opinião e ajudar o time com observações: “Todos têm o seu papel e sabem da sua importância dentro de campo”.