Esportes

Relatórios confidenciais evidenciam manipulação de resultados no Brasil

Documentos foram base para operação da Polícia Civil.



As prisões realizadas na manhã desta quarta-feira (6) pela Polícia Civil no Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará em operação denominada "game over" para combater a manipulação de resultados no futebol foram baseadas, além de grampos telefônicos, em relatórios sigilosos de empresas especializadas no ramo. Elas já trabalham de forma pró-ativa de olho no mercado brasileiro, identificado como próximo grande alvo das quadrilhas asiáticas que fraudam resultados esportivos. O GloboEsporte.com teve acesso aos relatórios sigilosos que embasam as denúncias contra os presos nesta manhã. Os documentos mostram detalhadamente a oscilação de apostas antes e durante os jogos, com a movimentação suspeita que aponta a fraude. Esse tipo de relatório, de acordo com um executivo de uma dessas empresas especializadas consultados pela reportagem, só é feito em casos de suspeita muito forte de manipulação.

A única entidade no Brasil que faz um trabalho de prevenção efetivo é a Federação Paulista de Futebol (FPF). No início do ano, ela contratou a Sport Radar, empresa que também trabalha para outras entidades do futebol como Uefa, Concacaf, AFC, além de outros esportes. A situação é crítica no país, e o cenário é perfeito para a atuação dos grupos organizados. Competições de baixa visibilidade, jogadores com salários baixos, árbitros não profissionalizados, e nenhuma fiscalização preventiva pelas entidades que regem o futebol do país.

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