Esportes

Jornalista Phelipe Caldas lança livro de crônicas sobre futebol

“Além do Futebol" conta com 71 textos e é segundo livro do autor.



Divulgação
Divulgação
Phelipe Caldas tem 34 anos e publica agora em 2016 seu segundo livro, sendo o primeiro de crônicas

Histórias leves. Com um tom mais poético. Que falam sobre futebol. Mas que ao mesmo tempo falam sobre bem mais do que “apenas” futebol. Falam sobre paixões e amores. Tragédias e dores. Mas sempre com o futebol estando como pano de fundo para as narrativas. É esta a essência de “Além do Futebol: paixões, dores e memórias sobre um jogo de bola”, livro de crônicas do jornalista paraibano Phelipe Caldas que vai ser lançado em julho pela Ideia Editora. Vão ser dois lançamentos: o primeiro em João Pessoa, às 19h do dia 12 de julho, na Usina Cultural Energisa. O segundo em Campina Grande, às 11h30 do dia 17 de julho, no Boteco.

Phelipe é jornalista formado pela Universidade Federal da Paraíba e tem mais de dez anos de atuação na imprensa paraibana. Publicou em 2007 um livro-reportagem sobre a intelectualidade nas mesas de bar e agora faz sua estreia como cronista. Ao todo são 71 textos que falam sobre os mais diversos sentimentos que o futebol gera nas pessoas.

"Não tem como negar que se trata de um livro sobre futebol. Dedicado a quem gosta do esporte, mas também a todos aqueles que gostam de boas histórias. O livro fala das emoções geradas pelo futebol, das paixões e tristezas provocadas por um esporte apaixonante, que é uma de nossas principais riquezas imateriais. Fala, por exemplo, da emoção de se ir pela primeira vez ao estádio, da alegria de se comemorar um título e da dor profunda de uma primeira eliminação ou de um primeiro rebaixamento. Mas fala também das amizades geradas, das lembranças construídas, da saudade que um filho tem dos pais já mortos, antigos companheiros de aventuras futebolísticas", explica o autor.

Dentre as crônicas, o jornalista explica que tem de tudo. Ficção, memória, resgate histórico e homenagens a objetos inanimados do futebol. No livro, assim, o autor viaja no tempo para comentar de dentro do Maracanã a final da Copa de 1950. Fala dos jogos mais incríveis da história do futebol. De encontros impossíveis entre boleiros de épocas diferentes. De “causos” pitorescos. De acontecimentos marcantes. Além disto, a bola, a trave, o “chapéu”, o gol ganham vida. Dialogam com o leitor. Falam de emoção, de momentos mágicos do futebol, falam do jogo de bola a partir de seus olhares particulares.

Há também uma verdadeira viagem por diferentes edições de Copa do Mundo, sempre mantendo um tom mais literário de narrativa, com especial atenção à Copa de 2014. Só sobre a fatídica semifinal entre Brasil x Alemanha, por exemplo, são sete crônicas.

O livro traz entre suas crônicas um texto para cada gol alemão marcados naquele implacável 7 a 1. Falando desde o jogo em si, o absolvimento coletivo da geração de 1950, a dor sufocante sentida nos dias posteriores à tragédia, até chegar às consequências daquele jogo nos dias de hoje. E esta é uma característica do livro. O futebol e suas nuances são retratados a partir de uma série de vozes diferentes e muitas vezes improváveis.

A origem nordestina (e paraibana) do autor também é sentida no livro, ainda que a obra não se resuma exclusivamente à região. Por exemplo, existem ao menos duas crônicas em que a Copa do Nordeste é o assunto principal, e em outras clubes locais como Ceará, Bahia, Botafogo-PB e Campinense viram protagonistas. Mas há espaço também para textos sobre o Fluminense e sobre a rivalidade entre Flamengo e Vasco. E até o espetacular Leicester de 2016 é contemplado.

"É um livro plural. Que conta histórias de futebol que vão além do futebol. Todo brasileiro, independente de gostar ou não de futebol, tem alguma história que lhe ligue ao jogo. Um craque que já viu jogar em sua rua, uma pelada que jogou, uma partida que assistiu. O livro é para todos estes", pontua Phelipe.