Esportes

Líder do ranking mundial de golfe desiste da Olimpíada

Além dele, outros sete golfistas decidiram não disputar jogos no RJ.



Mais um atleta do golfe decidiu não disputar os jogos Olímpicos do Rio de Janeiro por causa do vírus zika. O australiano Jason Day, 28 anos, revelou ter medo de contrair o vírus e, por isso, não disputará o torneio olímpico de golfe.

“O motivo da minha decisão são as preocupações com a possível transmissão do vírus zika e os riscos que isso pode representar a uma futura gravidez da minha esposa e para futuros membros de minha família”, disse Day, em declaração divulgada pela agência de notícias Ansa.

O australiano é o líder do ranking mundial de golfe. Além dele, outros sete golfistas decidiram não jogar no Rio de Janeiro, no que será a volta do golfe ao programa olímpico após 112 anos. Adam Scott, Louis Oosthuizen, Charl Schwartzel, Marc Leishman e Vijay Singh avisaram às federações de golfe de seus países que não integrarão seus respectivos times nacionais. Destes, só Leishman citou a zika como um dos motivos para não vir: o vírus e a saúde debilitada de sua esposa.

OMS

A zika também foi o motivo apresentado pelo norte-irlandês Rory McIlroy, um dos principais nomes do esporte na atualidade, para ficar de fora dos jogos. Em um comunicado divulgado pela empresa que faz a gerência de sua carreira esportiva, McIlroy disse que percebeu que sua saúde e da família “vem antes de qualquer outra coisa”. “Embora o risco de infecção do vírus zika seja considerado baixo, é um risco que não estou disposto a correr”.

Seu substituto no time irlandês seria Graeme McDowell, mas ele também decidiu ficar de fora do torneio. McDowell é outro que cita o vírus como justificativa. Ele explicou que sua esposa está grávida e deve dar à luz poucas semanas após o torneio olímpico de golfe.

Além de alguns atletas manifestarem publicamente preocupação com o tema, cientistas internacionais propuseram à Organização Mundial da Saúde (OMS), em carta aberta, a mudança das datas da Olimpíada e Paralimpíada.

Em resposta, pesquisadores brasileiros que participam do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (PROCC/Fiocruz) e da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV) afirmaram que não há motivo para tal atitude.

Federação Internacional

Em nota, o presidente da Federação Internacional de Golfe (IGF, sigla em inglês), Peter Dawson, informou que a entidade lamenta que alguns de seus atletas decidam não competir. Ele não cita o vírus zika diretamente, apenas afirma “entender os desafios dos atletas em termos de agenda neste verão”. Dawson também exalta a volta do golfe à Olimpíada e fala em “experiência única” para os atletas que competirem no Brasil.

“O IGF entende os desafios que os atletas enfrentam em termos de agenda neste verão e é lamentável ver alguns dos principais jogadores se retirarem dos jogos deste ano. A Olimpíada é a maior celebração esportiva do mundo e é excitante e apropriado que o golfe participe de seu programa novamente. Verdadeira história será feita nas competições olímpicas deste ano e acreditamos que a experiência única de competir viverá para sempre com os atletas que participarem”, concluiu Peter Dawson.