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Ação da Justiça interrompe na metade a final do Paraibano Feminino de futebol

Decisão era referente a 2015 e já havia sido adiada por pendência entre o Botafogo e o Kashima. Ação foi movida pelo Santa Cruz.



Lucas Barros
Lucas Barros

Começou, mas não terminou. Botafogo-PB e Kashima entraram em campo na tarde deste domingo, no Estádio Almeidão, para fazer a final do Campeonato Paraibano de Futebol Feminino de 2015 - que havia sido adiada após denúncias de irregularidades nas escalações. As meninas do Belo venciam por 4 a 0 quando o árbitro Renan Roberto apitou o fim do primeiro tempo. Mas não houve a segunda etapa. Obedecendo uma ação cautelar - em nome do Santa Cruz de Santa Rita -, a partida foi paralisada no intervalo e o caso agora deve ser decidido pela justiça. Resta saber se a desportiva ou a comum.

O campeonato foi disputado por quatro equipes: Botafogo-PB, Kashima, Santa Cruz-PB e Santos de Tereré. Todos se enfrentaram entre si na primeira fase e essa final deveria ter acontecido no dia 20 de dezembro. Mas foi adiada porque o clube de Santa Rita acusou o Kashima de ter escalado algumas jogadoras de forma irregular. Os departamentos jurídico e técnico da Federação Paraibana de Futebol (FPF) analisaram o caso, entenderam que a acusação do Tricolor era improcedente e a decisão entre Botafogo-PB e Kashima - que somaram mais pontos na primeira fase - foi, enfim, marcada para este domingo.

 

Os dois times, então, chegaram ao Almeidão para a grande decisão - que aconteceria sem a presença de torcida, por determinação do Ministério Público, já que o entorno do estádio passa por reformas. Mas antes de a bola rolar, a surpresa. Um oficial de justiça chegou ao local da partida com uma ação cautelar da 14ª Vara Cível de João Pessoa, decretando a não realização do jogo. Era a resposta do Santa Cruz-PB, que recorreu à justiça comum para que a final não acontecesse.

 

O diretor técnico da FPF, Antônio Carlos Baza, recebeu a ação e assinou o recebimento. Mas a equipe de arbitragem só aceitou comandar a partida depois que o dirigente assinou um termo, escrito de próprio punho, se responsabilizando pela realização da final - ou seja, pelo descumprimento da ação cautelar. Ao passo em que fez isso, o diretor técnico da Federação encaminhou o documento da justiça comum para o departamento jurídico da entidade, para que a situação fosse analisada. A bola rolou e, em campo, nos primeiros 45 minutos, o Botafogo-PB abriu 4 a 0 - gols de Yorrana (contra), Lu (2) e Leidjane. Mas, tão logo acabou a primeira etapa, os lançamentos e chutes do jogo foram substituídos pelos debates, tentativas de explicação e expressões tensas.

 

Enquanto o jogo se desenrolava em seu primeiro tempo, Baza entrara em contato com o presidente da FPF, Amadeu Rodrigues, e com o assessor jurídico da entidade, Marcos Souto Maior Filho. Ambos entenderam que o jogo tinha que ser paralisado, que a ação cautelar precisava ser respeitada. Baza, então, transmitiu a decisão da FPF à técnica e gerente de futebol feminino do Botafogo-PB, Gleide Costa, e ao presidente do Kashima, Marcos Lima. Ambos ficaram indignados.

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