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Marin concorda com extradição para os EUA, diz Justiça suíça

Ex-presidente da CBF foi preso em maio, em Zurique, junto com outros seis executivos da Fifa.



O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin concordou na terça-feira (27) em ser extraditado para os Estados Unidos, segundo informação divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Escritório Federal de Justiça da Suíça. Com isso, as autoridades suíças aprovaram um procedimento simplificado de extradição do brasileiro.

Marin foi preso em maio deste ano, em Zurique, junto com outros seis executivos da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a pedido do Departamento de Justiça americano. O pedido de extradição dos Estados Unidos foi feito no dia 1º de julho.

Segundo o Escritório Federal de Justiça da Suíça, Marin é acusado de receber propinas no valor de milhões de dólares de empresas de marketing esportivo pela cessão dos direitos de marketing da Copa América e da Copa do Brasil.

Ainda segundo a Justiça suíça, Marin havia inicialmente se colocado contra a extradição, mas acabou concordando durante uma audiência ontem. Ele deve ser levado aos Estados Unidos em um prazo de dez dias.

O ex-vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb já havia sido extraditado aos Estados Unidos, em julho. Mais cinco ex-executivos da federação internacional continuam se posicionando contra suas extradições e informaram que vão recorrer à Corte Criminal Federal.