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Seleção entra em campo pressionada contra a Venezuela em Fortaleza

Após derrota na estreia para o Chile, em Santiago, Brasil se vê na obrigação de vencer a frágil Venezuela no Castelão.



Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF


A derrota na estreia das Eliminatórias colocou uma pressão que a Seleção Brasileira não esperava ter tão cedo. Assim, vencer a Venezuela nesta terça-feira, às 22 horas, na Arena Castelão, em Fortaleza, passa a ser mais do que uma obrigação. O torcedor também espera ver a evolução do time, que ficou muito aquém das expectativas na partida contra o Chile, em Santiago.

Ou seja: não basta só vencer. Tem que convencer. E os jogadores parecem entender o atual momento vivido pela seleção canarinha.

"Temos que ser humildes e reconhecer essa cobrança, desilusão, insatisfação em geral com a Seleção. Nós, jogadores, temos convicção de que somos capazes de novos rumos com essa camisa, mas só vamos conseguir passo a passo. Estamos unidos, fechados, e vamos nos preparar para todas as dificuldades, com ou sem torcida", afirmou o volante Luiz Gustavo.

Mas há também o pragmatismo. Mesmo reconhecendo a necessidade de jogar bem, os jogadores lembram que as Eliminatórias são uma competição oficial, de pontos corridos. Então, vencer é prioridade, independente do placar.

"1 a 0 é um bom placar. Queremos os três pontos e não um placar elástico. Futebol hoje está difícil, as equipes são bem treinadas. Antigamente seria goleada certa, hoje é mais difícil. Ganhamos por apenas 2 a 1 na Copa América", lembrou o meia Willian.

O jogador do Chelsea, no entanto, não deverá começar o jogo de hoje. Nos treinos da semana, o técnico Dunga deu a entender que fará duas mudanças no meio-campo, com as entradas de Lucas (do PSG) e Lucas Lima (do Santos). Assim, além de Willian, seu companheiro de Blues, Oscar, também deixaria a equipe.

As mudanças não param por aí. Na zaga, David Luiz foi cortado com uma lesão no joelho. Marquinhos, que já havia entrado na partida em Santiago, continua formando dupla com Miranda. Na lateral esquerda, Marcelo perdeu a posição para Filipe Luís.

Pressionado, o técnico Dunga pouco falou com a imprensa desde a derrota para o Chile. Mas se vê incomodado com aqueles que sugerem uma dependência da equipe por Neymar. O treinador procura valorizar o grupo e minimiza a ausência do craque do Barcelona no jogo de hoje.

"Sempre analisam em cima do resultado. Claro que o Neymar é importante. Tivemos quatro ou cinco contra-ataques diante do Chile que poderiam ter sido fatais. Se a bola entra, não estaríamos falando disso (da ausência do camisa 10). Qualquer grande jogador faz falta", frisou o treinador após a estreia.
A Venezuela parece ser o rival ideal para a reabilitação da Seleção Brasileira. A seleção vinotinto também perdeu na estreia (0 a 1 para o Paraguai, jogando em casa) e parece ser a pior entre as dez seleções que disputam as Eliminatórias.