Esportes

Clubes devem aprovar Campeonato Paraibano dividido em regiões

Com orçamentos apertados , tendência é que fórmula separe times do Sertão e do Litoral



As cartas estão na mesa. O Campeonato Paraibano deve ter 17 datas, começar na segunda quinzena de janeiro e com uma fórmula regionalizada. Se é nada oficial, essa pelo menos é a disposição de quase todos os clubes, que estão preocupados em encontrar uma forma de driblar a crise e "encurtar" em sete rodadas o regulamento deste ano.

A primeira preocupação é com a economia. O acesso de Esporte de Patos e Paraíba de Cajazeiras elevou para quatro  o número de sertanejos na disputa (os outros são Sousa e Atlético). Isso significa cortar o Estado em viagens desgastantes, já que outros quatro times são da Grande João Pessoa (Botafogo, Auto Esporte, CSP e Santa Cruz). Só os dois de Campina Grande (Treze e Campinense) estão no meio do caminho.

"Não vejo outra alternativa senão encontrar uma fórmula que barateie os custos. Ninguém aguenta quatro viagens para o Sertão, nem os times de lá aguentam vir para cá. É uma questão de lógica termos uma fórmula regionalizada", sugere Breno Morais, vice-presidente do Botafogo.

O Belo, aliás, foi o único que esboçou uma fórmula de disputa para apresentar no Conselho Arbitral. Os dez times seriam divididos em dois grupos de cinco, separando os do Sertão e os do Litoral. Já os de Campina Grande ficariam em chaves distintas.

Uma pequena adaptação poderia ser feita, com Botafogo e Campinense entrando apenas no hexagonal final. Assim, o Grupo do Sertão teria quatro times, e o Treze jogaria a primeira fase no Grupo do Litoral. Essa fórmula já teria a aprovação de Sousa e Paraíba de Cajazeiras, além do próprio Botafogo. A tendência é que a fórmula ganhe o apoio de outros clubes até a reunião do Arbitral, marcada para novembro. Afinal, todos eles concordam que uma disputa por pontos corridos ficaria cara para seus orçamentos.

Para o presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, o mais importante é o campeonato ficar dentro do calendário da CBF, terminando no dia 8 de maio.

"Acho interessante essa ideia da Federação em iniciar o campeonato em janeiro. No entanto, queremos um campeonato com datas certas. Sem interrupção, para evitar a bagunça que se transformou os campeonatos de 2014 e 2015. A fórmula de disputa que pretendo levar para o arbitral é a da seriedade. Eu só quero saber se o campeonato vai começar e terminar. Se fizerem um campeonato sério, tem como os times menores encararem de frente os grandes", declarou o sousense.