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Boicote

Dirigente do Campinense, atribui a derrota para o Baraúnas na Série C,  a ‘armações’ de um grupo dentro do time.



Cadu Vieira
Cadu Vieira
Para o dirigente, o alvo das armações era o técnico Freitas Nascimento

O presidente do Campinense, William Simões, denunciou a existência de um “grupo” dentro do clube que estaria “trabalhando contra o time” durante os jogos das quartas de final da Série D, contra o Baraúnas.

“Existem indícios de que havia um grupo dentro do Campinense, que na verdade estava trabalhando contra o time. O torcedor tem que entender que os dois jogos contra o CSA foram totalmente diferentes. O CSA fez a segunda melhor campanha da Série D e nós conseguimos passar. Então, tínhamos um grupo com potencial muito grande e com condições de superar tranquilamente o Baraúnas. Mas infelizmente em decorrência de armações, a gente chegou a fracassar”, revelou.

O dirigente preferiu não citar nomes, mas deu margens a entender que a “armação” teve a participação de pessoas de dentro do elenco.

O confronto em questão valia o acesso para a Série C do ano que vem. No entanto, a Raposa só conseguiu um empate por 1 a 1 no Estádio Amigão, e no Nogueirão foi atropelada pelo time de Mossoró, que faturou a vaga após a vitória por 2 a 0. Contra o CSA, o Rubro-Negro venceu em casa por 2 a 1 e empatou em Alagoas por 0 a 0.

Para o dirigente, o alvo das armações era o técnico Freitas Nascimento, que embora tenha sido bastante criticado pela torcida raposeira, continua no cargo até o momento.
“Acho que o alvo seria o técnico Freitas Nascimento, mas terminou atingindo toda a diretoria executiva e o nosso projeto, que acabou não dando sequência”, finalizou.

FIM DA ERA WARLEY
Mais tarde, o Campinense deu fim oficialmente à Era Warley. Junto com o zagueiro Ben-Hur, o volante Charles Wagner e o meio-campista Fernandes, o artilheiro do clube fez parte do último grupo de atletas a acertar uma saída amigável da Raposa depois da eliminação da Série D. Agora, o único que ainda fica é Diego Padilha, que como vem se recuperando de contusão não pôde ter seu contrato encerrado. Para 2013, portanto, o Campinense vai ter que recomeçar.

“Todos os contratos que estavam pendentes já foram resolvidos”, resumiu o supervisor de futebol da Raposa, Dorgival Pereira Lopes.

Com relação ao treinador Freitas Nascimento, o dirigente raposeiro disse que ainda não teve oportunidade de analisar a situação, e uma definição sobre a permanência ou não de Freitas no cargo deve ficar só para a segunda quinzena deste mês.

“Essa situação ainda não foi analisada porque nós tratamos primeiro dos contratos com os jogadores. Eu estou resolvendo alguns problemas pessoais nesta semana e só depois de resolver isso é que a gente vai sentar para discutir o caso da comissão técnica”, acrescentou o dirigente. (Do Globoesporte.com)


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