Educação

Cordel é utilizado para ensinar matérias tradicionais no Cariri

Escola da rede privada de Monteiro aposta em jeito diferente de ensinar Matemática, História e Português.




Um jeito diferente de ensinar disciplinas tradicionais como Matemática, História e Português através da literatura do cordel.

Este é o objetivo de um projeto desenvolvido em uma escola da rede privada de Monteiro, no Cariri paraibano.

Segundo a pedagoga Maria Antônia Rodrigues, coordenadora do projeto “Vivendo o Cordel”, o trabalho é multidisciplinar e consiste em ensinar o conteúdo tradicional de matérias obrigatórias através da cultura do cordel, tão forte entre os inúmeros poetas da cidade.

“Monteiro é um celeiro de poetas, então procuramos através do projeto fazer um resgate da nossa cultura e da história da literatura popular da nossa região, foi muito gratificante, os alunos se envolveram bastante no trabalho, até melhorando o desempenho em sala”, destacou Maria Antônia.

O projeto teve início em fevereiro e foi desenvolvido com 52 crianças, entre 9 e 11 anos, estudantes do 5º ano do ensino fundamental do Colégio Nossa Senhora de Lourdes. A pedagoga conta que o primeiro passo foi iniciar a leitura de cordéis nas aulas de Português. Em seguida, ela apresentou a ideia de que os próprios alunos desenvolvessem seus cordéis e as tarefas foram sendo desenvolvidas. Nas aulas de matemática eles aprenderam a métrica e nas de história descobriram a origem do cordel.

Foram produzidos 520 cordéis com temas variados, o resultado desta maratona foi apresentado este mês durante a Amostra Pedagógica da escola, que reuniu pais, artistas e estudantes.

Envolvidos pelo cenário e figurinos elaborados por eles próprios, os alunos declamaram suas poesias, dançaram ritmos nordestinos como xote e baião, além de homenagearem poetas paraibanos como Ariano Suassuna, Patativa do Assaré e Pinto de Monteiro. Artistas da região também participaram da apresentação transformando em repente o material dos pequenos poetas.

Para Letícia Campos, 10 anos, “foi muito bom vivenciar um pouco da cultura nordestina, além de aprender sobre os artistas da nossa região”, disse a menina, uma das participantes do projeto.


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