Economia e Negócios

Tecnologia permite tour virtual por imóvel ainda na planta e fatura zero de energia

Investimento alto nas ferramentas tem explicação pragmática: atrair comprador cada vez mais exigente.




óculos de realidade virtual (Foto: Glaucimara Castro/Acervo MRV)

Óculos de realidade virtual ajuda cliente a passear pelo imóvel que quer comprar ainda na planta (Foto: Glaucimara Castro/Acervo MRV)

Passear pela própria casa antes mesmo dela estar pronta, checando efeito de revestimentos, pinturas e disposição de móveis. Fatura zero da conta de energia da área comum do condomínio. Veículo compartilhado pelos moradores sem gastar um real de gasolina. O que parecem sonhos de consumo, distantes da realidade, estão ao alcance dos moradores de alguns condomínios da Paraíba – e de alguns candidatos a proprietários. A resposta que une todos esses elementos é uma só: o uso da tecnologia.

A adoção de ferramentas e equipamento que permita todas essas vantagens tem uma explicação pragmática: atrair o comprador, cada vez mais exigente. Segundo o Gestor Comercial da MRV na Paraíba, Bruno Adyb, essa é uma tendência sem volta no mercado para garantir não apenas o fechamento dos contratos, mas a manutenção das relações com os clientes.

A novidade tecnológica mais fresquinha do mercado é o decorado virtual, um passeio com um óculos de realidade virtual que permite ao interessado no imóvel ver detalhes do ambiente já com aplicação de todo o acabamento, móveis instalados e até objetos de decoração.

Projeto da MRV Engenharia que substitui os clássicos decorados por computadores ultramodernos e óculos de realidade virtual (Foto: Acervo MRV)

Cliente caminha por sala vazia, mas vê ambientes planejados (Foto: Acervo MRV)

Experiência de realidade virtual

O Jornal da Paraíba experimentou o equipamento. É como estar dentro de um jogo que acontece dentro da sua futura casa: é possível ver o efeito de cada tipo de acabamento no piso, dos diferentes tipos de pedra usada nas bancadas, da aplicação de texturas e papéis de parede, do uso de móveis como sofás e mesas nas dimensões adequadas.

Também é possível mudar o uso de um determinado espaço: um quarto de bebê pode se transformar no quarto de um filho adolescente, de duas meninas ainda crianças ou até em um escritório, por exemplo. A sensação é tão aproximada que o visitante virtual tem a tendência de caminhar evitando os móveis e paredes, mesmo ‘sabendo’ que elas são apenas imagens projetadas no óculos especial.

Ambiente virtual permite experimentar efeito de acabamentos e móveis planejados (Foto: Acervo MRV)

O que o visitante vê é o ambiente com acabamentos e móveis planejados (Foto: Acervo MRV)

Investimento alto reduz outros custos

Segundo Bruno, a decisão por adotar a tecnologia foi baseada numa conta simples: mesmo investindo mais de R$ 1 milhão no software e hardware importados usados na experiência, no fim das contas houve redução de custos com a montagem de ambientes físicos decorados, quase sempre bastante neutros.

Além disso, a estrutura necessária para criar o ambiente virtual é muito mais simples, bastando ter uma sala vazia e os sensores que que comunicam com o óculos de realidade virtual. O software permite a utilização de uma grande biblioteca de ambientes e opções criadas por designer de interiores e arquitetos de acordo com as dimensões exatas dos projetos de engenharia da empresa, um acervo que só tende a aumentar. “Com o decorado virtual, conseguimos apresentar muito mais possibilidades de acordo com o perfil do cliente, que se encanta”, explica.

A estratégia está dando certo. Bruno não revela números, mas garante que desde que a ferramenta começou a ser usada em João Pessoa, no sábado (17), negócios já foram fechados por conta da experiência dos clientes com o ‘tour’.

Carro elétrico (Foto: Marcelo Machado de Melo)

Carro elétrico vai fazer parte do acervo do condomínio e ser abastecido com energia solar (Foto: Marcelo Machado de Melo/Acervo MRV)

Fatura de energia zerada

Se o tour virtual é novidade na Paraíba, uma outra tecnologia já faz parte da rotina de moradores de alguns destes condomínios mais modernos: as placas fotovoltaicas, que geram energia solar para abastecer áreas comuns dos prédios. Com o uso da tecnologia, o condomínio reduz o consumo de energia de origem não renovável e a conta total de despesas a serem rateadas entre os moradores cai.

Essa fonte não garante apenas luzes acesas e equipamentos em funcionamento sem custo nem impacto ambiental. O próximo passo, que está em vias de implantação, é a disponibilização de um carro elétrico para uso compartilhado no condomínio, que pode ser abastecido com a mesma energia solar já gerada pelas placas fotovoltaicas. Além disso, a gestão do veículo também é feita através de um aplicativo. A novidade foi anunciada no Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, que terminou no domingo (18).


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