Economia e Negócios

Reta final para a linha branca

Redução do IPI sobre linha branca acaba no próximo dia 31e gerentes de lojas destacam incremento de até 30% nas vendas.



Felipe Gesteira
Felipe Gesteira
Benefício fiscal, que começou em dezembro de 2011 é válido apenas para geladeira, fogão, lavadora e tanquinho

Na semana final de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a linha branca, o funcionário público Jorge Medeiros, 57 anos, negociava com o vendedor os preços de um fogão e de uma máquina de lavar para comprar à vista, em uma loja de eletros em João Pessoa.

Apesar do prazo reduzido para eletros da linha branca acabar no próximo dia 31 de março, as entidades do varejo já reivindicam não apenas a prorrogação, mas a inclusão de novos setores como móveis e material de construção no IPI reduzido. O benefício fiscal, que começou dia 1º de dezembro do ano passado, é válido apenas para geladeira, fogão, lavadora e tanquinho.

Entre dezembro e a primeira quinzena de março, as vendas nas lojas de João Pessoa registraram um incremento médio de 30%, quase oito pontos percentuais acima do índice nacional, que foi de 22,63% segundo o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Caso o governo não prorrogue o prazo, as vendas devem aquecer até o final deste mês.

Segundo o gerente das lojas Maia/Luiza, David Jansen, a expectativa é que nestes últimos dias de IPI reduzido a demanda seja ainda maior. "É tradicional que os clientes deixem para aproveitar as vantagens no fim do prazo. Então estamos esperando que o volume aumente ainda mais", destaca Jansen, acrescentando que as vendas tenham crescido na linha branca entre 20% a 30%.

A gerente do Atacadão dos Eletros da Lagoa, Sueli Maria, aponta um percentual de até 30% de acréscimo com a venda dos itens.

“Percebemos, logo em dezembro, uma demanda muito grande.

Agora está estável e nestes últimos dias já percebemos os retardatários em busca de aproveitar os últimos dias com menos IPI”, diagnostica Sueli.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Paraíba (FCDL-PB), José Artur Melo de Almeida, acredita que o setor varejista apresente ganho substancial com a redução do IPI. “Todo setor ganhou bastante com a redução deste imposto.

Toda cobrança a menos traz maior movimento para as lojas e mais economia para os clientes”.

Uma sugestão do presidente da FCDL-PB é de que o prazo para redução do IPI seja estendido, possibilitando que mais consumidores tenham acesso aos eletrodomésticos da linha branca com preço mais em conta. “Seria bom que o governo pudesse estender o benefício para outros produtos".


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.