Economia e Negócios

Reajuste do aluguel está acima da inflação

Aumento nos contratos em João Pessoa foi de 13%. IGP-M acumulado ficou em 8%



Francisco França
Francisco França
mercado. Procura por imóveis para alugar é maior que a demanda e índice adotado pelo mercado é de 13%

Do Redação

O reajuste de 13% nos contratos de aluguéis em João Pessoa está acima dos índices da inflação. Após dois meses de queda, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e divulgado hoje, subiu 0,44% em agosto, acumulando uma alta de 3,44% em relação em 2011 e uma alta de 8% no acumulado dos últimos 12 meses.

Porém, os contratos na cidade de João Pessoa não obedecem a regra de reajuste sugerida na maioria dos contratos, que tem como índice de reajuste a variação do IGP-M. De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis da Paraíba, Jarbas Araújo, a alta no IGP-M não reflete o mercado como todo. “Como a procura por imóveis para alugar é maior que a demanda, o índice praticado na cidade é de 13% e deve ser aplicado aos imóveis já alugados”,explica o corretor.

Jarbas dá o exemplo do reajuste do aluguel de um imóvel, hoje, já ocupado, que custe R$ 500 ao mês. Com o reajuste de 13%, esse valor deve passar para R$580. Já um imóvel do mesmo padrão, que hoje esteja desocupado, deve saltar de R$500 para R$650 ou R$ 700. Segundo Jarbas, essa diferença no reajuste é motivada pela falta de imóveis disponíveis para alugar, que interfere diretamente no reajuste dos valores.

Em João Pessoa, o bairro mais valorizado, de acordo com Jarbas, ainda é Manaíra, onde um apartamento considerado de Luxo, com várias vagas na garagem, quatro quartos, duas suítes, num prédio com grande infraestruta, o aluguel pode custar mais de R$2.500.
Por outro lado, os bairros mais procurados são os próximos à praia ou ao centro da capital, com destaque para os Bancários, onde podem ser encontrados aluguéis de R$500.

Para o corretor, “O mercado capital está aquecido, e deverá continuar assim por um bom tempo. Mesmo com aconstrução civil crescendo em ritmo acelerado, a entra de imóveis novos ainda não é suficiente para suprir o déficite de habitação”.


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