Economia e Negócios

Paraíba é um dos três estados do Brasil que registraram queda do PIB em 2017

Estudo ‘Contas Regionais 2017’ foi divulgado nesta quinta-feira (14) pelo IBGE.




Após dois anos consecutivos de queda, 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,3%), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil voltou a crescer em volume: 1,3% em 2017 na comparação com 2016. Na contramão do crescimento nacional, a Paraíba registrou variação negativa no período, com -0,1%, situação melhor apenas do que os estados do Rio de Janeiro (-1,6%) e Sergipe (-1,1%). Os dados fazem parte do Sistema de Contas Regionais, divulgado nesta quinta-feira (14) pelo IBGE.

Os resultados dos três estados são explicados de formas diferentes. As variações negativas do PIB de Sergipe (-1,1%) e da Paraíba (-0,1%) são explicadas pela retração da Indústria, também puxada pelo setor da Construção. “Sergipe tem uma influência direta da atividade de eletricidade, em que pese que a usina de Xingó reduziu a produção em 2017, por causa da redução da vazão. Na Paraíba, a explicação está na atividade nas indústrias de transformação”, afirmou a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça.

O Rio de Janeiro, com recuo de 1,6%, foi o único estado com recuo na Agropecuária (-2,0%), na Indústria (-3,1%) e nos Serviços (-1,5%). “No Rio, a queda em volume está ancorada nas atividades de construção civil e de comércio e serviços de informação e comunicação. Temos que lembrar que em 2016 houve Olimpíadas, então a base de comparação é elevada. Isso também corrobora para essa queda”, explicou Alessandra.

Outras regiões

Entre as demais 24 unidades da federação, a alta de 2017 é a primeira após dois anos de quedas seguidos, com exceção de Roraima e Distrito Federal, que não tiveram variações negativas em 2016.

Em São Paulo, estado com a maior economia do Brasil, o PIB variou 0,3%, com influência dos resultados negativos da Construção (-8,5%), Atividade financeira, seguros e serviços relacionados (-3,3%) e Serviços de Informação e comunicação (-1,4%).

Os resultados na Construção seguiram o panorama nacional (-9,2%) e o estado acumulou queda de 23,4% desde 2014. A queda em volume na atividade financeira está vinculada à diminuição nas operações de crédito pelo segundo ano consecutivo e também à redução da taxa Selic. São Paulo é responsável por mais de 50% da atividade financeira do país.


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