Economia e Negócios

Para proteger dinheiro em 2016, fuja da poupança

 Especialistas recomendam neste ano Tesouro Selic como aplicação segura e rentável para poupadores conservadores.




Um ano marcado por altas taxas de juros e de inflação, embora um pouco menos alta do que foi em 2015. Essa é a previsão do consultor financeiro, especialista em finanças pessoais, Guilherme Baía. “Muitos setores da economia já terão iniciado a sua recuperação, mas ainda enfrentarão dificuldades estruturais de crescimento”, completou. É preciso ter esse cenário em mente na hora de fazer investimentos, e uma coisa é certa: a poupança não é uma boa opção.

Com rendimento de 7,94% de janeiro a dezembro de 2015, a poupança está perdendo em 2,54 pontos percentuais só para inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 10,48% de dezembro de 2014 a novembro de 2015. Na prática, quem mantém dinheiro na poupança, além de não ter um rendimento real, está perdendo poder de compra.

Para ilustrar melhor, imagine um item que há 12 meses custava R$ 1.000,00. Com a inflação, esse mesmo item estaria custando hoje R$ 1.104,80, mas quem aplicou R$ 1.000,00 na poupança durante esse período só seria capaz de resgatar R$ 1.079,40.

Segundo Guilherme Baía, a poupança só é recomendada para quem tem pouco dinheiro a investir – no máximo R$ 1.000,00 – e por pouco tempo. Caso se disponha de uma quantia maior, ou não haja pressa em retirar o dinheiro, outros investimentos serão mais rentáveis.

Com a taxa de juros em alta, o Tesouro Selic, modalidade do Tesouro Direto, continuará sendo um grande aliado dos investimentos em curto prazo, conforme explicou o especialista. Com liquidez diária, a modalidade permite ao investidor retirar o dinheiro aplicado em qualquer tempo.

Para quem se preocupa com a segurança do investimento é importante saber que os títulos de Tesouro Direto têm garantia do governo federal. A quantidade mínima para compra é de 1% de um título, respeitando o valor mínimo de R$ 30,00. A rentabilidade atingiu 13% nos títulos, bem acima da inflação e mais ainda da caderneta de poupança. O Tesouro Direto ainda não é o mais rentável, mas é um dos mais indicados para investidores com perfil mais conservador, por oferecer menos risco e a retirada do dinheiro poder ser feita a qualquer momento.

Para investir no Tesouro é necessário o intermédio de uma corretora, sendo que alguns bancos possuem corretoras próprias. Nesse sentido é importante ficar atento, porque algumas corretoras cobram taxas altas, enquanto outras não cobram nada pelo serviço.

O site disponibiliza ainda um pequeno questionário que ajuda a descobrir o tipo de tesouro mais adequado de acordo com o perfil do investidor. No endereço também é possível encontrar uma calculadora de rentabilidade, onde é possível fazer uma simulação de investimento para ver o quanto o dinheiro aplicado renderia. Além disso, o site traz várias informações didáticas sobre cada modalidade do Tesouro Direto e como investir.

Segundo Guilherme Baía, para quem não tem pressa de reaver o dinheiro, com a inflação em alta, o Tesouro IPCA ainda é uma boa forma de investir para a aposentadoria. Essa modalidade é atrelada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, mas nesse caso o dinheiro não deve ser resgatado antes do vencimento do título. O Tesouro Direto conta ainda com a opção de títulos pré-fixados. Para quem não tem nenhuma experiência, o mais indicado é procurar ajuda profissional, conforme recomendou o assessor de investimentos Rodrigo Guedes.

Segundo Baía, os investidores que contam com assessoria profissional ou que já tenham experiência de mercado terão os fundos de investimento como alternativa mais interessante. “Eles combinam o melhor dos fundos entre boa rentabilidade, liquidez e segurança”. 


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.